A chacina em Mata de São João, na Bahia, ocorrida na madrugada de segunda-feira (28), teve motivação passional. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (29). Dos quatro suspeitos pelo crime, dois morreram em confronto com as autoridades durante a madrugada, um está preso e outro está foragido.
De acordo com a investigação, os quatro suspeitos faziam parte de uma facção criminosa e um deles, que morreu na troca de tiros com a polícia, era o atual namorado de uma mulher – identificada apenas como Bruna – que já havia se relacionado com um dos mortos na chacina, conhecido como ‘Preá’.
O traficante tinha ciúmes do ex-namorado da companheira e resolveu eliminá-lo. Vale destacar que Preá fazia parte da mesma facção criminosa que o rival. E ele, assim como os quatro executores da chacina na Bahia, tinha envolvimento com tráfico de drogas e mandados de prisão em aberto.
No dia do crime, os suspeitos invadiram a residência onde Preá vivia e mataram sete das nove pessoas que estavam no imóvel. Entre elas, a mãe e irmãos de Bruna, que moravam com o ex da jovem. Como alguns corpos estavam completamente carbonizados, a polícia ainda trabalha para identificar todas as vítimas.
Eles pouparam apenas um bebê de cerca de dois anos. Já um garoto de 12 anos foi socorrido com vida, com mais de 60% do corpo queimado e permanece hospitalizada em estado gravíssimo.
Ainda segundo a polícia, durante a ação dos bandidos, esse menino que sobreviveu conseguiu fugir e bateu na casa de suas vizinhas em busca de ajuda. As duas mulheres abriram a porta para socorrer a criança e, por isso, foram mortas a tiros pelos assassinos.
O caso segue em investigação.
Chacina na Bahia
Três crianças e seis adultos foram encontrados mortos na manhã de segunda-feira (28), em Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador. Os corpos estavam em duas residências e sete deles carbonizados.
Os imóveis ficam um ao lado da outro na zona rural da cidade, na localidade Portal do Lunda, no Núcleo Colonial JK, a cerca de 4 Km do centro de Mata de São João. Os assassinatos ocorreram por volta das 4h da manhã.
De acordo com a Polícia Militar (PM), as sete pessoas carbonizadas – entre elas, os menores de idade – estavam em uma residência que foi incendiada. A perícia constatou que Preá foi morto antes de ter o corpo incendiado, mas não é possível afirmar o mesmo do restante das vítimas.
Já no segundo imóvel foram localizados os corpos das duas mulheres, uma com 35 e outra com 56 anos. Elas eram mãe e filha.
