A Polícia Federal iniciou as investigações em Aracaça, onde uma menina ianomâmi teria sido estupra e morta por garimpeiros ilegais. Ao chegarem na comunidade onde o crime supostamente aconteceu, tudo o que encontrou foram restos de madeira queimada.
A cabana da comunidade estava incendiada e não havia mas nenhuma pessoa morando por perto. Esse é um território indígena dos Yanomamis, que acabou ganhando as mídias no início da semana.
Entenda o casa sobre a jovem ianomâmi
Na segunda-feira (25) o presidente do conselho de saúde indígena da comunidade, Júnior Hekurari, denunciou o caso onde uma menina da comunidade de apenas 12 anos foi violentada e morta por garimpeiros que estava ilegalmente explorando a região.
Na denúncia, o presidente afirmou que alguns dos índios que habitavam a área relataram o ocorrido. Por isso, PF viajou para o local posteriormente para investigar o caso, e fez buscam em Aracaçá e também em Waikás, dois territórios bem próximos um do outro.
Hekurari fez parte da comitiva e relatou que em Waikás haviam alguns indígenas perto da área e que trabalhavam para os garimpeiros. Eles relataram que estavam tentando retirar alguns materiais, para que a PF não queimasse.
Ainda de acordo com o presidente do conselho, eles estariam com bastante medo, e não quiseram falar nada sobre o caso, muito provavelmente porque tivessem sido orientados a ficarem calados.
Já em Aracaçá, eles se deparam com uma comunidade vazia, com a cabana queimada, e sem que houvesse habitantes mais por perto. A PF teve acesso também a um vídeo onde os garimpeiros chegam na comunidade e perguntam sobre as denúncias para os indígenas.
Também baseado nesses indícios, Hekurari publicou uma nota na última sexta-feira (29) onde reafirma a possibilidade de que os índios tenham sido instruídos a não falarem nada sobre o caso, o que atrapalha a investigação.
