O corpo da dentista encontrada morta em Araras, cidade do interior de São Paulo, na quarta-feira (27), precisou retornar para o Instituto Médico Legal (IML), após ser liberado para o sepultamento, para que pudesse passar por um último exame que irá determinar se Bruna Angleri, de 40 anos, foi queimada viva.
De acordo com a Polícia Civil, uma análise da concentração de gás carbônico (CO₂) no sangue da vítima poderá confirmar se ela já estava morta quando teve o corpo incendiado.
O delegado Tabajara Zuliani dos Santos explica que pelos indícios físicos – como a ausência de fuligem nas vias respiratórias -, o legista acredita que Bruna já havia falecido, mas só o exame poderá dar 100% de certeza.
Dentista é morta em Araras
A dentista foi encontrada morta em Araras por policiais militares que foram até sua residência para atender uma denúncia de incêndio na manhã de quarta.
Bruna estava sobre uma cama, parcialmente carbonizada e apresentava inúmeros ferimentos pelo corpo, entre eles, teve o rosto completamente desfigurado e costelas fraturadas.
Ainda conforme a polícia, o principal suspeito pelo assassinato é o ex-namorado da vítima. O homem, que não teve o nome divulgado, prestou depoimento, apresentou álibis, teve o celular apreendido para perícia e foi liberado. Ele nega o crime.
O homem e Bruna tiveram um relacionamento de sete meses, período em que ele chegou a viver na residência da vítima.
O delegado confirmou que a dentista possuía uma medida protetiva contra o suspeito porque ele havia invadido a casa em agosto deste ano.
O crime segue em investigação.
Em agosto deste ano, a professora Vitória Romana Graça, de 26 anos, foi sequestrada e queimada viva no Rio de Janeiro. Os autores do crime foram sua ex-namorada (uma adolescente de 14 anos), sua ex-sogra Paula Custódio Vasconcelos e Edson Alves Viana Junior, irmão de Paula.
Em depoimento, Edson contou que a professora implorou para não ser morta, chorou o tempo todo e prometeu que obedeceria os três em troca de sua vida.
Contudo, apesar de colaborar e implorar por misericórdia, Paula não poupou a vítima. Ela enrolou uma corda no pescoço da professora e pediu ajuda ao irmão para puxá-la. A ação durou por cerca de 30 minutos e a adolescente observou tudo.
Por fim, Paulo jogou álcool nos olhos de Vitória para verificar se ela estava realmente morta e os três a colocaram dentro de uma mala, que transportaram no porta-malas do carro até uma praça da região.
No caminho, compraram gasolina e Paula orientou o irmão para que ele “encharcasse bem o corpo” antes de atearem fogo.
A professora foi encontrada carbonizada em uma praça da comunidade Cavalo de Aço, em Senador Camará, onde viviam as suspeitas, na manhã do dia 11 de agosto. Exames do Instituto Médico Legal (IML) mostraram que Vitória estava viva quando teve o corpo incendiado e morreu por inalação de fumaça.
Paula e a filha de 14 anos foram detidas um dia depois, em 12 de agosto.
