Quase 48h após um deslizamento na BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná, atingir vários carros e caminhões que transitavam na rodovia, as autoridades ainda não sabem o número exato de vítimas da tragédia. Nesta quarta-feira (30), o Corpo de Bombeiros informou que o estimado é que 30 pessoas estejam desaparecidas.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Vasco, além do fato da quantidade de veículos que estão soterrados ainda não ter sido confirmada, também não é possível saber quantas pessoas estavam em cada um deles.
“A gente não tem como precisar o número exato de vítimas porque o veículo vai de uma pessoa a cinco pessoas. Quando nós tivemos os relatos das testemunhas, elas só identificavam que tinha um carro, mas não quantas pessoas estavam nesse carro”, disse o coronel em coletiva de imprensa.
Ainda conforme o comandante, inicialmente o estimado era que pudessem existir de 30 a 50 vítimas. “Estamos trabalhando com a hipótese de termos de 30 a 50, mas já está diminuindo porque nós estamos começando a verificar a questão de ser dez carros”, completou.
Até o momento, duas pessoas já foram encontradas mortas.
O trecho da rodovia onde ocorreu o desmoronamento segue totalmente interditado e sem previsão para liberação.
Deslizamento na BR-376
O deslizamento na BR-376 ocorreu no início da noite da última segunda-feira (28), por volta das 19h, em um trecho da rodovia que já estava parcialmente interditado por um deslizamento que havia ocorrido durante a tarde. Por isso, havia congestionamento no local.
Pelo menos 15 carros e seis caminhões foram arrastados pela avalanche, mas alguns não chegaram a ser soterrados e seus ocupantes conseguiram sair com vida do acidente.

A região é atingida por fortes chuvas desde o fim de semana e os socorristas enfrentam dificuldades para conseguir trabalhar no resgate das vítimas. Além disso, existe a possibilidade de novos deslizamentos e da pista também desabar.
“Essa terra tem um peso muito grande sobre a pista, e uma pista que está sobre uma região suspensa, correndo o risco, inclusive, de desabar a pista. É um cenário muito complexo de ser trabalhado”, explicou o coordenador da Defesa Civil do Paraná, coronel Fernando Shunig.
Bombeiros de Santa Catarina, estado que fica a 36 quilômetros de onde ocorreu o deslizamento na BR-376, prestam apoio à megaoperação de resgate, que também conta com a atuação de funcionários da concessionária que administra o trecho da rodovia e do Corpo de Bombeiros do Paraná.
Ainda conforme as autoridades, uma câmera termal que pode ajudar nas buscas por sobreviventes está sendo usada, mas, até o momento, não identificou nenhum sinal de calor.
Contato com as famílias
O governo do Paraná divulgou o 41. 3361-7242 para que pessoas que procuram por possíveis vítimas do deslizamento entrem em contato.
