Depois que um homem foi encontrado esquartejado em Belo Horizonte (BH), Minas Gerais, no último domingo (5), vizinhos relataram que viviam com medo do autor do crime. O jovem de 23 anos, que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante.
Em conversa com o jornal ‘Estado de Minas’, um dos moradores do prédio onde o crime aconteceu relatou que o rapaz era “frio, esquisito e quieto”. Além disso, conforme o homem, que não quis se identificar, um irmão dele também viveu um tempo no edifício e, na época, usava tornozeleira eletrônica.
Já uma vizinha contou que o responsável por matar e esquartejar o morador de rua em BH costumava perseguir as mulheres do prédio.
Ainda conforme o ‘Estado de Minas’, o proprietário de um bar que o jovem frequentava declarou que embora ele nunca tenha causado problemas no estabelecimento, era visível que “ele não era normal”.
A vítima foi identificada como Marciel José Soares, de 31 anos. O homem era natural de Pernambuco e vivia em situação de rua em BH.
De acordo com a Polícia Civil, aos 16 anos, o jovem foi apreendido por assassinar a própria mãe. Na época, a mulher de 48 anos foi encontrada, pelo namorado, degolada, enrolada em uma saco plástico e com uma máscara no rosto dentro do quarto do filho. Ele chegou a cumprir medida sócio educativa de internação, mas foi liberado alguns anos depois.
Esquartejado em BH
O caso foi descoberto depois que o próprio autor do crime ligou para uma advogada e afirmou que havia um homem morto dentro de seu apartamento no bairro Santo Antônio. O relato foi feito pouco antes do suspeito, que sofre de esquizofrenia, se internar em um hospital psiquiátrico.
Ao chegarem no local, os policiais logo sentiram um forte cheiro de putrefação, avistaram a serra elétrica usada para esquartejar o homem e vestígios de sangue. Algumas das partes do corpo da vítima estavam em sacos plásticos no banheiro.
Pelas imagens de câmeras de segurança, os investigadores descobriram que o jovem entrou com a vítima no prédio na quarta-feira (1º). Na ocasião, inclusive, o síndico confirmou que vários vizinhos interfonaram para reclamar dos barulhos vindos do apartamento do assassino.
Em uma coletiva de imprensa, realizada nesta quarta-feira (8), a Polícia Civil de BH revelou que apesar de ter mantido o silêncio durante o depoimento, em conversa não oficial, o rapaz confessou o crime e contou que escondeu pelo bairro os pedaços do corpo da vítima ainda não encontrados, entre eles, a cabeça.
“Após a condução do suspeito ao DHPP ele foi entrevistado e aqui falava muito pouco. Mas com muita fluência, sem nenhuma dificuldade para se expressar. Ele falava até um certo ponto, quando ele começa a se complicar ele parava. É uma narrativa muito comum neste tipo de crime”, disse o delegado Frederico Abelha.
O delegado ainda afirmou que o rapaz não apresentou nenhum tipo de remorso e apresentou diferentes versões sobre o crime sempre se vitimizando. Ele, no entanto, contou onde jogou as partes do corpo.
“Ele foi desovando partes em dias distintos, no sábado ele teria jogado parte do corpo da vítima dentro de uma caçamba na rua Barão de Macaúbas. No dia seguinte, ele despejou a cabeça na lixeira em frente ao prédio onde morava”, disse Abelha.
