O falso entregador que matou o porteiro José Jailton de Araújo, de 47 anos, no prédio onde ele trabalhava no Centro do Rio de Janeiro acumulava oito passagens pela polícia antes do homicídio ocorrido em 7 de agosto.
“Ele possui outras anotações criminais, como desobediência, lesão corporal, dano, receptação, furto, roubo, porte de arma de fogo e tentativa de homicídio. A investigação está em andamento e diligências seguem para localizá-lo”, informou a assessoria da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), em nota.
Nesta última sexta-feira (25), a Polícia Civil divulgou imagens do crime na tentativa de que a população ajude a encontrar o homem que matou o porteiro no centro do Rio de Janeiro.
Nas imagens, é possível ver que o assaltante chega ao local de moto, se aproxima do portão com uma mochila de entregas e finge que está falando ao telefone. No momento em que um homem passa, ele impede que o portão feche e consegue entrar no prédio.
Já na portaria, ele disfarça até que alguns moradores entrem no elevador para na sequência sacar uma arma e render o porteiro. O criminoso então pega chaves do prédio, faz perguntas a José Jailton e até agride a vítima com dois tapas no rosto. Em determinado momento, o porteiro tenta desarmar o bandido, os dois lutam e ele é baleado.
Nesta semana, os áudios das câmeras de segurança vieram a público. Na conversa, divulgada pelo G1, o assaltante exige a chave de uma sala de reunião e fala com alguém pelo celular.
- Assaltante: Cadê a chave da sala de reunião?
- Porteiro: Não tem sala de reunião
- Assaltante: Cadê a chave da sala de reunião?
- Porteiro: Não tem não, cara. Não tem não, filho. Não tem não, cara
- Assaltante: Bora! Cadê a sala de reunião?
- Porteiro: Não tem sala de reunião nenhuma
- Assaltante: Vai morrer! Aqui, está achando que eu estou mentindo
- Porteiro: Não tem nada, não
Ele então liga para um comparsa: “Alô. Ele está falando que não tem nada não. Está falando que aqui não tem sala de reunião, não”.
Após desligar, o criminoso afirma: “Vou te matar agora. Cadê a chave?” e é então que os dois entram na luta corporal que terminou com José Jailton assassinado.
O assaltante fugiu do local levando dois celulares que estavam na portaria.
Conforme familiares, natural da Paraíba, José Jailton se mudou para o Rio de Janeiro com 22 anos e trabalhava há pelo menos 20 anos como porteiro no prédio em que foi morto.
