Familiares da adolescente Emilly Roniclesia Porto Félix, de 15 anos, encontrada morta em Patu, no Rio Grande do Norte (RN), na quarta-feira (19), acreditam que além do principal suspeito, que foi encontrado morto, uma segunda pessoa possa estar envolvida no crime.
A jovem foi sepultada na noite de quarta sob forte comoção na pequena cidade potiguar. Centenas de pessoas acompanharam o cortejo que levou o corpo de Emilly até o cemitério.
Durante o trajeto, amigos e parentes cobraram as autoridades para que o assassinato continue sendo investigado, apesar do principal suspeito – um cunhado da vítima – ter tirado a própria vida. Segundo relato, os familiares informaram à polícia sobre a possibilidade de que o homem tenha contado com ajuda.
Em entrevista, uma tia paterna da adolescente encontrada morta em Patu disse que com o assassinato da sobrinha chegou a conclusão de que ela já vinha sofrendo algum tipo de abuso antes do crime que tirou sua vida.
A mulher contou que o tal cunhado, agora morto, já havia tentado beijar Emilly, o que ela só descobriu agora. A tia explicou que ao saber disso ligou ao fato de que a sobrinha vinha apresentando problemas psicológicos e “se cortando” há mais de um ano.
Ela destacou ainda que a menina fazia tratamento com um psicólogo, mas nunca revelou o motivo de seus sofrimentos à família.
O corpo de Emilly Félix foi encontrado carbonizado na zona rural de Patu, próximo a um local chamado Açude do Paulista, na manhã desta quarta-feira (19). Na ocasião, o delegado Paulo Cesário, responsável pelo caso, apontou que pelos indícios a vítima foi queimada com o uso da gasolina “que havia sido noticiada que o investigado tinha comprado”.
A adolescente estava desaparecida desde a noite do último sábado (15). De acordo com familiares, ela saiu de casa, no bairro Fomento, por volta das 20h, dizendo que iria se encontrar com a mãe em uma churrascaria. Na sequência, foi até a residência do pai para pedir uma carona, mas como ele não estava, foi embora.
No entanto, Emilly não chegou no estabelecimento onde sua mãe a aguardava e desde então amigos e familiares realizam buscas a sua procura pela cidade.
Na tarde de terça-feira (18), antes do crime ser descoberto, o cunhado da vítima foi encontrado morto no quarto de uma pousada em Mossoró, município a cerca de 120 km de Patu.
Ele foi a última pessoa a ser vista com a adolescente desaparecida e chegou a ser ouvido na segunda-feira (17). Entretanto, apesar de ser considerado suspeito, a Polícia Civil não encontrou elementos que justificassem sua prisão em flagrante ou o pedido de prisão preventiva naquele momento.
Em entrevista, o delegado Paulo Cesário disse acreditar que o homem pode ter tirado a própria vida ao descobrir que foram encontrados indícios que o ligavam ao crime ou mesmo por ter sentido remorso depois da repercussão que o caso teve.
O crime é investigado pela Polícia Civil.
