As gêmeas siamesas Heloá e Valentina Prado dos Santos ainda estão se recuperando da cirurgia de separação realizada no dia 11 de janeiro. As meninas de três anos de idade estão internadas na UTI do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) em Goiânia, Goiás.
A evolução da saúde das duas irmãs tem sido compartilhada através das redes sociais do médico Zacharias Calil, que junto com sua equipe, foi responsável pela cirurgia de separação.
Heloá e Valentina nasceram unidas pelo tórax e abdômen. Elas dividiam bacia, fígado, os intestinos delgado e grosso e a genitália, o que tornou a procedimento cirúrgico de alta complexidade. Cerca de 60 profissionais de diversas especialidades atuaram na separação das gêmeas siamesas.
Nos últimos dias, Valentina, que tem se recuperado mais lentamente, foi extubada e passou a respirar apenas com um cateter de oxigênio no nariz.
No sábado (4), as duas se encontraram pela primeira vez depois do procedimento cirúrgico. A ocasião especial e emocionante foi registrada e publicada por Calil no Instagram. No vídeo, Heloá aparece no colo de uma enfermeira enquanto visita a irmã que está deitada em uma cama.
Em outra imagem, compartilhada nesta segunda-feira (6), as gêmeas siamesas aparecem de mãos dadas. Antes disso, Calil havia ressaltado a importância do contato físico com Heloá para a recuperação de Valentina.
“Mais um dia de emoção na UTI do HECAD, a Valentina foi retirada do tubo de ventilação invasivo e respira com cateter nasal. Emocionante o encontro das irmãs e dos pais, toda a equipe comemorando o vencimento dessa grande etapa”, escreveu o médico.
De acordo com Calil, para separar Heloá e Valentina foi necessário dividir o fígado, o intestino delgado e o intestino grosso, e separar o osso da bacia. Além disso, o sistema urinário das irmãs também precisou ser modificado devido a alterações descobertas durante o procedimento.
As meninas são de Guararema, cidade do interior de São Paulo, mas estão em tratamento em Goiânia há dois anos, onde se preparavam para o procedimento. Antes da cirurgia final, as irmãs siamesas já haviam sido submetidas a algumas intervenções para expandir suas peles e facilitar a cirurgia final.
“No período preparatório foram realizadas duas cirurgias para a colocação dos expansores, sendo a última há seis meses. O ganho de pele está dentro do esperado para a realização da separação”, explicou o especialista poucos dias antes da cirurgia.
Calil, que é cirurgião pediátrico, e sua equipe já realizaram 22 cirurgias de separação de siameses.
