Uma mulher grávida foi morta a tiros em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira (2). Letycia Peixoto Fonseca, de 31 anos, estava no oitavo mês de gestação. O crime foi registrado por câmeras de segurança. (Assista abaixo)
De acordo com a polícia, Letycia chegava em casa, por volta das 21h, com o carro da empresa em que trabalhava como engenheira quando foi surpreendida pelos criminosos. Uma amiga da mulher também estava no veículo. Ela, no entanto, não foi atingida.
Nas imagens, é possível que o carro de Letycia está estacionado na rua Simeão Scheremeth, em Parque Aurora, quando duas pessoas se aproximam em uma motocicleta. Logo, os criminosos, que usam capacete, param o veículo e começam a efetuar vários disparos de arma de fogo contra a vítima.
A mãe de Letycia estava do lado de fora do carro, na calçada, e presenciou o assassinato da filha. Ela tentou derrubar a moto, mas acabou baleada na perna e caiu no meio da rua. Mesmo ferida, a mulher ainda conseguiu correr para o veículo e abrir a porta para ver a filha que já estava caída.
Veja o vídeo:
Uma mulher grávida foi assassinada a tiros e sua mãe foi baleada na noite de quinta-feira (2), por volta das 21h30, dentro do carro de uma empresa. Médicos do Hospital Ferreira Machado conseguiram salvar o bebê. A vítima foi identificada como Letícia Peixoto Fonseca. pic.twitter.com/nfVbhYJtEW
— PORTAL VIU! (@Portal_VIU) March 3, 2023
As duas foram socorridas por um familiar e levadas para um hospital, mas Letycia não resistiu aos ferimentos e morreu.
Na unidade de saúde, os médicos conseguiram fazer o parto da mulher grávida morta a tiros em Campos dos Goytacazes e o bebê, um menino, nasceu com vida. Na sequência, a criança foi encaminhada para o Hospital Beneficência Portuguesa, onde morreu na manhã desta sexta-feira (3).
A principal linha de investigação da polícia é de que o caso tenha sido uma execução. Os dois suspeitos que aparecem nas imagens já teriam sido identificados, mas não localizados.
O companheiro de Letycia foi ouvido e teve o celular apreendido. No entanto, detalhes sobre a investigação não foram divulgados até o momento.
Em dezembro de 2020, o caso do policial militar que matou a mulher grávida de três meses, atirou contra colegas de farda e se suicidou em Pernambuco chocou o país.
De acordo com a investigação, Guilherme Barros, de 27 anos, assassinou a esposa, Claudia Gleice da Silva, de 33, com sete disparos de arma de fogo na residência do casal, localizada na cidade de Cabo de Santo Agostinho.
Na sequência, ele seguiu de carro para o 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), onde trabalhava, em Recife, a cerca de 28 KM de Cabo de Santo Agostinho. O PM entrou atirando na sala de monitoramento, não dando chance para as quatro vítimas se defenderem, e então tirou a própria vida.
O tenente da PM Wagner Souza e a major Aline Maria não resistiram aos ferimentos e morreram.
