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Irmãs mortas em Feira de Santana foram confundidas, diz polícia

As vítimas, de 15 e 18 anos, estavam na cidade para passar os festejos juninos

Por Caroline Berticelli

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As duas irmãs mortas em Feira de Santana, na Bahia, no último sábado (24), podem ter sido confundidas com integrantes da facção rival à dos assassinos, segundo a investigação. Débora Souza Barbosa Cosme, de 15 anos, e Nataly Barbosa Cosme, de 18, eram naturais de Salvador e não tinham passagem pela polícia. 

Em entrevista ao site local ‘Acorda Cidade’, o delegado Rodolfo Faro explicou que as vítimas estavam na cidade para “passar os festejos juninos” e haviam se hospedado na casa de um familiar. A presença das duas, no entanto, chamou atenção do grupo criminoso, supostamente apontado como envolvido no crime, que resolveu interrogá-las.

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“A partir deste interrogatório que teria sido realizado e pela localidade que ambas residiam lá na cidade de Salvador, fez estes indivíduos crerem que estas jovens poderiam estar envolvidas com a facção rival e isso teria sido determinante para a motivação da morte das mesmas”, disse o delegado. 

As irmãs mortas em Feira de Santana foram torturadas antes de serem baleadas na cabeça com tiros de pistola 380mm. O crime ocorreu no Residencial Parque da Cidade, no bairro do Tomba, por volta das 14h20.

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De acordo com a investigação, os autores das execuções seriam integrantes de uma facção do bairro da Liberdade, rival de um grupo criminoso do conjunto Feira VII, no bairro do Tomba. 

Um jovem de 21 anos foi preso em flagrante pouco tempo depois com uma moto roubada e uma arma de fogo sem porte legal. Conforme a polícia, o rapaz está em liberdade provisória e nega o crime. Nesta segunda-feira (26), após passar por Audiência de Custódia, ele teve a prisão convertida para preventiva. 

Outro homem que também teria participado do assassinato das jovens em Feira de Santana é procurado pela polícia. A Polícia Civil não divulgou maiores detalhes sobre o caso para não atrapalhar a investigação. 

Na última sexta-feira (23), a dona de um salão de beleza em Sabará, na Grande BH, Minas Gerais, foi encontrada morta dentro de um carro abandonado na BR-040, em Contagem, também na região metropolitana de Belo Horizonte. Ana Raquel Brito Santana, de 32 anos, estava desaparecida há dois dias.

Na noite da quarta-feira (21), sua amiga Ketlyn Oliveira, de 29 anos, e a filha dela estavam no salão de beleza quando algo aconteceu.

Na manhã de quinta-feira (22), o estabelecimento foi encontrado totalmente revirado, com objetos quebrados e poças de sangue. Ketlyn foi localizada morta na esquina de uma rua a poucos metros de uma unidade da Polícia Militar e a cerca de 1 km do salão. Já Ana Raquel e a criança, de sete anos, haviam sumido.

Até esta segunda-feira (26), Evellyn Jasmim Machado Acacio, filha de Ketlyn, ainda permanece desaparecida.

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