O óbito da ex-modelo Dalliene de Cassia Brito Pereira, de 21 anos, foi causada por asfixia provocada por overdose de cocaína, apontou o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML). A jovem foi encontrada morta dentro do apartamento em que vivia com uma amiga no dia 1º de julho, no bairro Santo Amaro, em São Paulo.
Ainda conforme o documento do IML, foram constatadas as substâncias benzoilecgonina, ecgonina e stermetilecgonina no sangue da vítima, as quais também são encontradas na cocaína.
De acordo com a Polícia Civil, o caso segue sendo investigado, já que a jovem foi encontrada morta dentro do apartamento de maneira suspeita: em cima da própria cama, nua, com os braços abertos, um travesseiro sobre o rosto e com hematomas nos punhos. Além disso, vizinhos afirmam que ouviram barulho e pedidos de socorro vindos do imóvel.
Ainda conforme a polícia, os resultados de outros exames são aguardados para “auxiliar na conclusão do caso”.
Jovem é encontrada morta em apartamento
Uma câmera de elevador registrou as últimas imagens de Dalliene com vida. Na gravação, ela aparece sozinha no elevador enquanto mexe no celular bastante concentrada. No 9º andar, a jovem sai e segue para sua residência.
De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 6h45, a porta do imóvel foi arrombada por uma equipe da Polícia Militar. No local, eles se depararam com Dalliele já sem vida em cima da própria cama, nua, com os braços abertos, um travesseiro sobre o rosto e hematomas nos punhos.
Em depoimento, Brunna Ysabelle Gondim Faria, de 22 anos, contou que as duas são naturais de Uberaba, Minas Gerais, e eram amigas de infância. Dalliele se mudou para São Paulo no início de 2022 e ela foi morar com a amiga em fevereiro deste ano.
A jovem explicou que elas nunca fizeram uma cópia da chave do apartamento no 9º andar e, por isso, ele ficava aberto, e só era trancado quando uma delas estava na residência.
Segundo Brunna, a última vez que ela viu Dalliele foi na noite de sexta-feira (31), antes de sair de casa. Já na madrugada de sábado, a vítima enviou duas figurinhas de WhatsApp para a amiga às 2h09 e 3h09 e mais tarde, por volta das 5h, Brunna mandou um vídeo para Dalliele, mas não teve resposta.
Mais tarde, quando chegou no apartamento, Brunna contou à polícia que a porta estava trancada e era possível ouvir do lado de fora o barulho de uma cama mexendo, além de um som semelhante a uma voz abafada. Ela então tocou a campainha inúmeras vezes e mandou mensagens para a amiga, mas não obteve resposta.
De acordo com a Polícia Civil, vizinhos também afirmam que ouviram sons vindos do apartamento em que as amigas viviam. Um deles chegou a gravar um áudio no qual é possível ouvir o som da cama, uma voz feminina dizendo “me solta” e “socorro”.
A chave do apartamento foi encontrada do lado de dentro da fechadura da porta, que permanecia trancada. Ainda segundo a polícia, não havia indícios de arrombamento ou de luta no local.
