A jovem que quase morreu ao cheirar um pote de pimenta em Anápolis, Goiás, ganhou alta médica na segunda-feira (31). Thais Medeiros de Oliveira, 25 anos, estava internada desde o dia 17 de fevereiro, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória devido a uma grave reação alérgica ao condimento.
De acordo com o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), de Goiânia, onde Thais estava hospitalizada desde o dia 9 de abril, ela continuará sendo assistida pelo Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) uma vez por semana.
A falta de oxigênio provocou uma lesão irreversível no cérebro da trancista e a vida dela mudou completamente. “Minha filha saiu de um jeito e voltou assim, como um neném”, disse Adriana Silva Medeiros, mãe de Thais.
Desde que Thais adoeceu, Adriana e marido assumiram os cuidados das netas Valentina, de 8 anos, e Antonella, de 7. Comerciante, Sérgio Alves Silva precisou fechar sua loja para cuidar das crianças, enquanto a esposa largou o emprego para acompanhar o tratamento da filha no hospital.
Segundo Adriana, Thais está acordada, mas não dá respostas neurológicas, apesar de prestar atenção quando alguém entra no quarto e reagir quando vê as filhas.
Jovem quase morre após cheirar pimenta
Thais passou mal logo após cheirar pimenta de bode, por volta do meio-dia, na casa de seu então namorado. Na ocasião, Matheus Lopes de Oliveira confirmou que a namorada era asmática e as reações começaram minutos após ela aspirar a conserva da planta ‘Capsicum chinense’, muito popular nos pratos goianos.
“ELA ESTAVA NA COZINHA E ENTRARAM EM ASSUNTO DE PIMENTA. ENTÃO ELA PASSOU A PIMENTA NO NARIZ E CHEIROU. A GARGANTA DELA COMEÇOU A COÇAR E, LOGO EM SEGUIDA, ELA JÁ FOI PERDENDO AS FORÇAS. E A LEVAMOS PARA O HOSPITAL”, EXPLICOU O RAPAZ.
Thais chegou a ir andando até o carro da família, mas perdeu a consciência cerca de um quilômetro antes de chegar no hospital.
Segundo os médicos, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e teve um edema cerebral (acúmulo de líquido), que a deixou sem respostas neurológicas. A lesão cerebral foi causada pela falta de oxigenação no cérebro.
Durante o período que esteve hospitalizada, além de enfrentar os problemas diretamente decorrentes da lesão cerebral, Thais teve várias complicações, entre elas, uma infecção por fungos e uma infecção óssea para qual ainda precisa de tratamento.
