Três jovens estão desaparecidos na cidade de Sooretama, no Norte do Espírito Santo, desde a última sexta-feira (18). Kauã Loureiro Corrêa, de 15 anos, Carlos Henrique Nascimento, de 15, e Wellington Gomes Simon, de 14, eram amigos de infância e sumiram após saírem de casa no bairro Sayonara.
Uma força-tarefa, que conta com a participação das polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Estado da Segurança Pública, foi montada para o trabalho de buscas aos adolescentes. Inclusive, o próprio secretário de Estado, coronel Alexandre Ramalho, está em Sooretama para coordenar as equipes.
“A gente apura todas as denúncias. Estamos com o efetivo da Polícia Militar e Civil, bombeiros e todas as autoridades que representam a região empenhados na localização desses meninos. É um sumiço estranho, uma situação que traz uma comoção muito grande para todos nós de ver essa aflição das famílias”, explicou o secretário.
Cães farejadores altamente treinados, que trabalharam na busca das vítimas do terremoto que matou mais de 40 mil pessoas na Turquia, drones e um helicóptero do Núcleo de Operações Táticas e Transporte Aéreo (NOTAer) são usados para auxiliar os profissionais, mas até o momento os garotos não foram encontrados.
Jovens desaparecidos em Sooretama
De acordo com os familiares dos jovens desaparecidos em Sooretama, os três amigos vivem na mesma rua e saíram de casa, na sexta-feira (18), depois de dois tiroteios entre traficantes.
Em entrevista, o irmão de Wellington contou que os adolescentes decidiram ir até o bairro Areal por curiosidade para ver o que havia ocorrido e nunca mais foram vistos.
“Teve uma troca de tiros na rua de casa. Até então, não acertou ninguém. Depois recebemos a notícia que teve outra troca de tiros [no bairro Areal]. Falei com minha mãe que ia passar lá para ver o que tinha acontecido. Meu irmão e os dois meninos foram também e depois eles voltaram juntos”, contou o rapaz à TV Vitória/Record TV.
Ainda na noite de sexta-feira, a mãe de Wellington ligou para o celular do garoto e alguém atendeu a ligação, mas não falou nada.
A Polícia Civil confirmou que nenhum dos meninos têm envolvimento com tráfico de drogas ou é usuário de algum tipo de substância.
Segundo o delegado Eudson Ferreira Bento, nenhuma linha de investigação foi descartada.
“Pode ser questões de briga de tráfico, embora eles não tenham envolvimento. Pode ser questões relacionadas à disputa de ponto de droga, pode ser que eles tenham sido reconhecidos como moradores de outro bairro, assim como pode ser sequestro. Nenhuma hipótese foi descartada”, disse ao G1.
