Três suspeitos pelo assassinato do juiz Paulo Torres Pereira da Silva, de 69 anos, em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, foram presos, pela Polícia Civil, na madrugada desta terça (24). Um deles confessou a participação no crime e afirmou que a vítima reagiu a uma tentativa de assalto.
O trio estava em uma casa em Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. Após prestarem depoimento, os homens foram autuados pelos crimes de latrocínio e organização criminosa.
No depoimento, obtido com exclusividade pelo jornal ‘O Globo’, os suspeitos teriam afirmado que fazem parte de uma facção criminosa do estado e tinham autorização para roubar na área, mas não para matar. Motivo pelo qual temiam sofrer represálias do tráfico.
Conforme um dos suspeito, que confessou a participação, mas disse não estar presente no assassinato do juiz, os criminosos pararam o carro do magistrado e anunciaram o assalto, mas ele não quis descer do veículo e ainda teria afirmado que se os bandidos atirassem “todo mundo iria ouvir”.
Ainda segundo o relato, em dado momento, o juiz assassinado em Pernambuco foi apalpado por um dos assaltantes que procurava uma arma e empurrou a mão do bandido. Pauto teria sido morto ao tentar escapar de ré.
Nesta quarta-feira (25), o jornal também noticiou que um deles teve a prisão preventiva negada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) em abril deste ano. O pedido era referente a um homicídio pelo qual foi denunciado, ocorrido em janeiro de 2022.
Juiz é assassinado em Pernambuco
O juiz Paulo Torres Pereira da Silva foi encontrado com um tiro na cabeça em Barra da Jangada, na noite de quinta-feira (19).
- Em coletiva de imprensa, realizada nesta sexta-feira (20), a delegada Euricélia Nogueira explicou que o juiz foi atingido por apenas um disparo de arma de fogo próximo ao ouvido esquerdo. Em seguida, o ferimento fez com ele perdesse o controle do carro, que acabou batendo de frente contra um muro.
- Testemunhas informaram que os criminosos estavam em um carro que emparelhou com o automóvel do juiz.
- Juiz há 34 anos, Paulo Torres Pereira da Silva morava com a esposa e os filhos em um apartamento em Candeias e tinha o costume de ir fazer caminhadas na praia do Paiva, em Cabo de Santo Agostinho, diariamente.
- Ele foi assassinado a cerca de 300 metros do imóvel da família, quando voltava ou seguia para um desses passeios.
“Segundo familiares, ele costumava ir até o bairro do Paiva para caminhar no início da noite. Então, ou ele estava indo a caminho de lá ou voltando quando foi abordado pelos criminosos. O veículo dele não era blindado e ele costumava se locomover com janelas e vidros abertos”, explicou a delegada, na coletiva.
