A polêmica construção de um lago artificial na mansão de Neymar em Mangaratiba, no litoral do estado do Rio de Janeiro, acabou em uma penalidade considerável até para o craque milionário. Ele foi multado em R$ 16 milhões pelo município nesta segunda-feira (3).
De acordo com a decisão da procuradora-geral da cidade fluminense, Juraciara Souza Mendes da Silva, Neymar terá que pagar:
- R$ 10 milhões pela falta de licença ambiental para a construção do lago artificial;
- R$ 5 milhões por movimentar terra sem autorização ambiental;
- restante por descumprimento de embargo (porque entrou nele um dia depois da interdição) e supressão de vegetação sem autorização.
Conforme a Prefeitura de Mangaratiba, o jogador do Paris Saint-Germain tem 20 dias para entrar com recurso administrativo contra a punição.
O lago artificial de Neymar
A propriedade de 5 mil metros quadrados de Neymar em Mangaratiba possui inúmeras atrações em sua parte externa como, por exemplo, um cinema open air, uma pista de kart, um campo de futebol, uma quadra de futebol de areia, quadra de tênis e piscinas.
A confusão com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, no entanto, começou devido a uma reforma recente na qual um lago artificial de 1 mil m² foi construído antes de possuir a autorização necessária. A situação foi descoberta após uma denúncia de crime ambiental.

No dia 22 de junho, uma equipe foi até a mansão do jogador para fiscalizar a obra e o pai de Neymar acabou protagonizando um barraco. Neymar da Silva Santos chegou a receber voz de prisão após se alterar e discutir com as autoridades que interditaram a obra.
Na ocasião, ele perguntou se a casa poderia ser usada e ao ser informado de que a residência sim, mas que a área do lago artificial não, ficou nervoso e começou a questionar o trabalho da equipe.
Segundo a prefeitura, os fiscais descobriram:
“diversas infrações ambientais foram descobertas pela equipe, tais como: desvio de curso de água, captação de água de rio sem autorização, captação de água para lago artificial, terraplanagem, escavação, movimentação de pedras e rochas sem autorização, e aplicação de areia de praia sem autorização ambiental”.
Na sexta-feira (30), Neymar pai conseguiu uma liminar para acabar com a interdição do lago. Conforme a decisão, o caso é passível somente de multa e não de embargo. A prefeitura, por sua vez, contesta o parecer afirmando que os autores do laudo em que o juiz se baseou apontaram apenas a falta de pedido de licença e ignoraram os crimes ambientais.
