Um homem que matou a esposa a facadas enquanto ela dormia na Serra, Grande Vitória, no Espírito Santo, tentou se entregar em duas delegacias, mas foi liberado e voltou para casa. O crime aconteceu na madrugada de sábado (12). A vítima é a técnica de enfermagem Maria de Fátima Pereira Análio da Silva, 41 anos.
De acordo com familiares, o pedreiro Reinaldo Teixeira da Silva, 40 anos, estava inconformado com o fato da esposa ter voltado a estudar, arrumado um emprego após terminar o curso técnico e ter conhecido novas pessoas. O casal estava junto há quase 20 anos e tinha três filhos.
A família também afirma que depois de se descobrir profissionalmente, Maria começou a cuidar da aparência e praticar esportes.
No dia 8 de agosto, Reinaldo já havia tentado assassinar a vítima enforcada, mas não conseguiu. No último sábado, no entanto, ele teve sucesso. Segundo a filha mais velha do casal, uma adolescente de 17 anos, o pai surpreendeu a mãe enquanto ela dormia no quarto do filho mais novo, um menino de 6 anos.
A jovem contou que pouco antes do crime estava mexendo no celular e percebeu que o pai andava inquieto pela casa. Em determinado momento, ele foi até o lado de fora da residência e ligou o som do carro bem alto, o que ela estranhou.
Minutos depois, a adolescente ouviu barulhos no quarto do irmão, foi verificar o que estava acontecendo e viu o pai fugindo do cômodo. Ela então entrou no local e encontrou a mãe com uma faca cravada no pescoço.
Desesperada, a jovem chegou a retirar a faca e sair correndo atrás do pedreiro, para tentar impedi-lo de fugir, mas ele já havia saído de carro. Na sequência, a adolescente chamou a polícia e relatou que antes de sair de casa, Reinaldo gritava que não havia sido ele.
A técnica de enfermagem também foi golpeada no peito e morreu antes da chegada dos socorristas.
Já na manhã de domingo, Reinaldo foi até a Delegacia Regional da Serra. Conforme o boletim de ocorrência, ele chegou a confessar o assassinato da esposa, mas quando foi ser ouvido formalmente desistiu e declarou que só iria falar na presença de um advogado. Sem um mandado de prisão, os policiais tiveram que deixar ele sair pela porta da frente.
Já durante a tarde, ele se dirigiu até o Plantão Especializado da Mulher, em Vitória, com duas advogadas. Mas segundo as defensoras, nem chegou a ser ouvido e foi orientado a procurar a polícia na segunda-feira (14). Na tarde desta segunda, o pedreiro prestou depoimento e foi liberado novamente.
