A menina encontrada morta em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, foi sepultada, na tarde desta quarta-feira (3), na capital. Familiares e amigos de Bárbara Victória Vitalino Rodrigues, de apenas 10 anos, pediram por justiça diante de tamanha brutalidade.
A garota desapareceu no último domingo (31) quando saiu de casa, por volta das 17h40, para comprar pão em uma padaria nas proximidades. Seu corpo foi localizado apenas na terça-feira (2) em um matagal, no mesmo bairro de sua residência.
Menina é filmada correndo e ao lado de suspeito
A polícia já tem um suspeito, ele chegou a ser ouvido, mas precisou ser liberado por falta de provas. Câmeras de segurança da região registram Bárbara em vários momentos até ela desaparecer. São eles:
- 17h46 – A menina deixa a padaria com a sacola de pão em uma das mãos e se despede da atendente.
- 17h52 – Bárbara anda pela rua perto de um homem vestido de preto. Ele anda na frente apressado, faz sinal com a mão e some das imagens, enquanto ela permanece parada em uma esquina.
- 17h53 – O homem retorna e os dois atravessam a rua juntos, mas a uma certa distância. Mais uma vez o homem anda rápido e dessa vez segura uma bolsa preta.
- 18h23 – Bárbara aparece correndo em outra rua, ainda com a sacola de pães.
- 18h24 – Dois homens aparecem correndo na direção em que a vítima estava.
Ainda na segunda-feira (1º), a polícia esteve na casa do suspeito que aparece nas imagens com roupas pretas e encontrou uma sacola parecida com a que Bárbara carregava. Já na delegacia, ele negou ser o homem que aparece nas imagens e até mesmo conhecer a criança. Até que por fim, admitiu ser ele, mas declarou não ter feito nada contra a menina.
Já os dois homens que correm em direção a vítima, até o momento, não foram identificados.
Marcas de abuso sexual
Kate Botelho, de 27 anos, foi quem encontrou o corpo da menina quando ajudava nas buscas. Ela concedeu uma entrevista ao jornal ‘Estado de Minas’, na qual relatou que quando se deparou com Bárbara, a criança estava sem a calça, apenas de camiseta, com a boca amordaçada, os braços amarrados e sangue nas partes genitais.
Ainda conforme o relato de Kate dado ao jornal mineiro, na sexta-feira que antecedeu o crime, o suspeito estava na casa da família da menina e teria olhado para Bárbara de uma maneira “estranha”.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, o inquérito policial tramita sob sigilo.
