Um menino de 5 anos teve o pescoço cortado por uma linha chilena enquanto andava de bicicleta no Cafubá, na Região Oceânica de Niterói, no Rio de Janeiro. O acidente aconteceu no último domingo (4). João Vicente Massaud Issa foi socorrido às pressas e precisou levar 58 pontos no local do ferimento.
Segundo familiares da criança, João Vicente pedalava em uma área de lazer quando a linha chilena cortou seu pescoço. Ele foi levado para o Hospital Azevedo Lima, onde passou por um procedimento cirúrgico e recebeu alta na segunda-feira (5).
A linha chilena é um tipo de fio de pipa com poder de corte até quatro vezes maior do que o cerol. Enquanto o cerol normalmente é fabricado de forma caseira com cola e pó de vidro ou cola e pó de ferro, a linha chilena é feita industrialmente e à linha original são adicionados pó de quartzo e óxido de alumínio.
Ambas linhas são proibidas por lei, mas dados da Linha Verde do Rio de Janeiro, serviço do Disque Denúncia voltado para crimes ambientais, mostram que isso não impede que esses produtos sejam comercializados. Só em 2023, já foram registradas 77 queixas sobre venda e utilização de linha chilena e materiais como cerol.
Também no último domingo (4), um motoboy de 47 anos ficou gravemente ferido após ter o pescoço cortado por uma linha de cerol em Vila Velha, na Grande Vitória, Espírito Santo. Devido a gravidade do ferimento, José Cordeiro de Lima Neto foi submetido a uma traqueostomia e corre o risco de não voltar a falar.
No mesmo dia, um motociclista de 39 anos teve o pescoço e uma das mãos cortados por uma linha de cerol em Juína, no Mato Grosso. O corte atingiu a artéria da vítima, que precisou passar por uma cirurgia de emergência, e levou dez pontos no pescoço e três nos dedos de uma de suas mãos.
