A terceira vítima fatal da explosão em uma metalúrgica em Cabreúva (SP), ocorrida na manhã da última sexta-feira (1º), morreu no Hospital Leonor Mendes de Barros, em Sorocaba, na segunda-feira (4). O trabalhador foi identificado como Erik Mendes de Souza, de 21 anos.
Inicialmente, a prefeitura de Cabreúva chegou a divulgar que cinco pessoas haviam morrido ainda no dia da explosão, mas a informação foi corrigida mais tarde.
Os outros dois mortos foram identificados como:
- o ferramenteiro Azarias Barbosa do Nascimento, de 46 anos, que foi encontrados morto sob os escombros
- Fernando Nascimento dos Santos, de 25 anos, que chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a prefeitura, no momento do acidente, 41 pessoas estavam no local, das quais 30 precisaram de atendimento médico de urgência. Os pacientes mais graves foram transferidos para hospitais da região.
Explosão em metalúrgica de Cabreúva (SP)
Uma câmera de monitoramento registrou a explosão da metalúrgica de Cabreúva (SP). Apesar de estar posicionada em um local mais afastado, é possível perceber a gravidade do acidente. A empresa ficou completamente destruída e os relatos de moradores da região apontam que o abalo foi sentido em um raio de cinco quilômetros.
O acidente ocorreu por volta das 10h. Veja:
Vídeo: veja momento exato da explosão que destruiu metalúrgica em Cabreúva (SP) https://t.co/nIORHVF9CI pic.twitter.com/g5Kbz6fRKs
— Itatiaia (@itatiaia) September 1, 2023
Em entrevista, o prefeito de Cabreúva (SP), Antonio Carlos Mangini (PSDB), afirmou que em 2021 a prefeitura foi informada sobre supostas irregularidades na metalúrgica e solicitou a visita de uma equipe de fiscais no local, que confirmou a denúncia e encaminhou o caso para o Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Quinze dias antes da tragédia, no dia 15 de agosto, e dois anos após a denúncia, a Cetesb negou o licenciamento ambiental para que a metalúrgica pudesse funcionar e aplicou quatro advertências e duas multas na empresa.
Além disso, a metalúrgica também trabalhava sem o alvará de funcionamento, que foi negado pela prefeitura por falta de documentação no final de 2020.
O caso é investigado pela Polícia Civil e por uma força-tarefa do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego. Na manhã desta terça-feira (5), a Polícia Científica fez uma nova perícia no local.
