Uma mulher acabou presa depois xingar funcionários de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Magé, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, com ofensas racistas no último domingo (11). O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos que registraram a cena nesta terça-feira (13). (Assista abaixo)
Além de proferir xingamentos, a paciente também agrediu prestadores de serviço e quebrou um equipamento da unidade de saúde.
Nas imagens, é possível observar a mulher desferindo tapas e empurrões em uma funcionária negra, enquanto profere termos racistas degradantes. Na sequência, ela entra em uma sala e joga objetos e equipamentos no chão; ataca outro funcionário e depois de algum tempo é contida.
Em seguida, enquanto é conduzida para fora da UPA por um segurança, também negro, ela continua com os insultos e chega a dizer: “Pega a banana, macaco”, repetidamente.
A Polícia Militar foi acionada e deteve a suspeita, que inclusive tentou agredir os policiais. Ela foi encaminhada à delegacia e presa em flagrante. No entanto, após o pagamento de fiança, foi liberada e responderá ao crime em liberdade.
Veja as imagens:
Uma mulher foi levada à delegacia após xingar funcionários de uma UPA com termos racistas e quebrar objetos da unidade de saúde em Magé (RJ).
A mulher foi presa em flagrante, mas pagou fiança e responderá pelo crime em liberdade pic.twitter.com/ecRa1v4eBt
— UOL Notícias (@UOLNoticias) June 14, 2023
De acordo com a Prefeitura Municipal de Magé, a mulher foi até a UPA por sentir dores e foi atendida e medicada. Ela estava acompanhada da filha menor de 18 anos. Durante o quebra-quebra, a menina foi levada para o consultório pediátrico por ter se assustado com a cena.
Ainda conforme a administração municipal, é possível que ela tenha sofrido “surto psicótico”, uma vez que, segundo familiares, “a paciente já teve este tipo de surto outras vezes e já esteve internada em hospital psiquiátrico”.
Inicialmente, o caso foi registrado como dano ao patrimônio, porém, com a análise das evidências em vídeo, a Polícia Civil passou a investigá-lo como um crime de injúria racial. Funcionários da UPA estão sendo chamados para prestar depoimento e contribuir com as investigações.
Em maio de 2022, uma médica que usou seu Twitter para xingar pacientes passou a ser investigada pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) e afastada Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná (PR), onde trabalhava.
Ela foi denunciada após fazer uma série de desabafos absurdos reclamando da conduta de pacientes ao procurarem por atendimento médico. Entre as situações, a profissional reclamou de um paciente que procurou a UPA por causa de uma infecção urinária:
“TEM QUE SER MUITO FILHA DE UMA **** PRA VIR 1 DA MANHÃ NO PRONTO SOCORRO POR CONTA DE INFECÇÃO URINÁRIA VIU. NÃO TEM OUTRA EXPRESSÃO PARA DESCREVER”, DISSE ELA POR VOLTA DE 0H53.
Já em fevereiro deste anos, duas médicas que zombaram de uma criança atingida por raio no Hospital Raimunda Francisca Dineli da Silva, em Maués, no interior do Amazonas, foram exoneradas de suas funções pela Prefeitura Municipal.
