Uma mulher de 39 anos foi morta com vários golpes de foice durante a madrugada desta quarta-feira (16), em Ceilândia, no Distrito Federal (DF). A vítima foi identificada como Anariel Rosa Dias. Ela deixa dois filhos com menos de dez anos. Cleidson Ferreira de Oliveira, de 37, confessou o crime.
De acordo com a Polícia Militar (PM), assassinato ocorreu em um ponto de ônibus no localizado na QNP 06/10, no Setor P Sul. O corpo de Anariel apresentava ferimentos no rosto, na cabeça e no pescoço.
Após assassinar a vítima, Cleidson foi até à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam 2) e se entregou. Testemunhas revelaram que ele chegou no local e disse: “Me prende, acabei de matar a minha mulher”.
Ele então declarou que cometeu o crime porque acreditou que estava sendo traído, informou a localização da vítima e revelou onde a foice estava escondida. Cleidson foi preso em flagrante e contou ainda que morou com a vítima por um tempo, mas que os dois brigavam muito e se separaram.
Policiais e socorristas foram acionados para irem até o ponto de ônibus, mas quando os agentes chegaram no local, Anariel já estava morta.
Conforme o relato do assassino confesso, ele encontrou a ex-namorada acompanhada de um homem em um ponto de ônibus, quando retornava de uma distribuidora onde havia comprado cachaça e cigarro, e a atacou. A testemunha fugiu. A polícia trabalha para apurar as informações.
Segundo o delegado Pedro Sardá, o homem que matou a mulher com golpes de foice no DF alegou ter problemas psiquiátricos e, por isso, estar afastado do trabalho pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Ele alega que tem problemas psiquiátricos, usa medicamento controlado. Estava enrolando as palavras, estava sem noção do que estava falando, o que estava acontecendo”, disse Sardá.
Ainda conforme a polícia, ele já possuía cinco passagens por Maria da Penha. Três delas registradas por Anariel durante este ano.
Em janeiro, ela denunciou o então companheiro depois de ser agredida com chutes. Na época, ela estava grávida de dois meses, não foi informado o que ocorreu com a gravidez.
Três meses depois, ela foi até a delegacia para relatar um episódio de injúria, ameaça e lesão corporal. Ela contou que Cleidson a ameaçou de morte, agrediu com um pedaço de pau e ainda a ofendeu com vários xingamentos.
Na ocasião, ela pediu uma medida protetiva contra o agressor, mas o homem não foi encontrado pela Justiça para ser intimado.
Em 30 de julho, ela voltou à delegacia depois de ser surpreendida pelo ex em uma rua. Segundo o relato da vítima, Cleidson deu socos em seu rosto e chutes nas costas, e só parou ao ser contido por testemunhas que passavam pelo local.
O caso é investigado pela Polícia Civil.
