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Mulher é morta pelo ex-marido no meio da rua em São Paulo

A mulher possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro, mas mais uma vez o recurso se mostrou ineficaz em proteger as vítimas

Por Caroline Berticelli

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Jussara Burguez Tonon, de 46 anos, foi morta a tiros pelo ex-marido José Roberto Leandro, de 54 anos, na Rua Carlos Weber, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, por volta das 9h de terça-feira (1°). O assassino tirou a própria vida pouco tempo depois de cometer o crime. 

A mulher possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro, mas mais uma vez o recurso se mostrou ineficaz em proteger vítimas de feminicídio. Segundo familiares de Jussara, o homem não aceitava o término do relacionamento

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Os parentes também pontuaram que foi muito difícil para ela conseguir se “desvencilhar” e colocar um fim no casamento, mas que Jussara tomou coragem e não desistiu. No entanto, ainda conforme os relatos, o ex-marido transformou a vida dela em um inferno até finalmente assassiná-la

Câmeras de segurança registram o momento em que Jussara foi baleada e morta pelo ex-marido. Nas imagens, é possível ver que ela está parada em uma calçada, enquanto aguarda um carro de aplicativo, quando é surpreendida por José Robe

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rto. Armado, ele efetua pelo menos quatro disparos de arma de fogo antes de fugir do local. 

Jussara chegou a ser socorrida e encaminhada ao Pronto Socorro da Lapa, mas não resistiu aos ferimentos.

Após matar a ex-esposa, José foi para seu apartamento e se trancou em um quarto. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi chamado para negociar sua rendição, mas ele atirou contra a própria cabeça antes de ser preso. Ao lado do corpo, a polícia encontrou uma pistola 9 mm.

Na madrugada do último domingo (30), um homem ateou fogo e matou a ex-esposa queimada em Dourados, no Mato Grosso do Sul. A vítima foi identificada como Valéria Carrilho, de 35 anos. Ela também possuía uma medida protetiva contra o ex-marido

Gilmar Alves Cotrin Junior, de 42 anos, foi preso horas depois ao ser encontrado escondido em uma construção. Na ocasião, Valéria ainda estava viva no hospital e ele afirmou que quando saísse da prisão iria matá-la.

No dia do crime, Gilmar invadiu a casa da vítima, usou uma mangueira para retirar gasolina da motocicleta de Valéria, colocou o líquido inflamável em um caneco e ficou escondido até a mulher chegar em casa.

Assim que ela entrou na residência, ele jogou combustível no corpo da ex-esposa e ateou fogo com um isqueiro. Segundo seu próprio testemunho, a vítima rodopiou pelo quintal com o corpo em chamas depois de sair da garagem, onde esbarrou na moto e em duas máquinas de costura, que também pegaram fogo.

Por fim, o homem se disse arrependido por ter cometido o crime porque “acabou com sua vida”.

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