Um padrasto foi preso por agredir sua enteada, uma menina de 9 anos, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais (MG). O homem de 42 anos atacou a criança para se vingar da esposa após uma discussão de casal.
De acordo com o relato da mãe da menina e de uma tia, que registraram um boletim de ocorrência contra o suspeito, a vítima foi golpeada com vários socos no rosto. Após o episódio de violência, a criança apresentou diversos hematomas, um inchaço na testa e passou a reclamar de dor no maxilar.
No momento da prisão, ocorrida na segunda-feira (27), o padrasto preso por agredir a enteada pediu para usar o telefone com o objetivo de ligar para um advogado. Entretanto, ele aproveitou o acesso ao aparelho para ligar para a esposa e ameaçá-la de vingança.
Em depoimento, a esposa do suspeito e mãe da menina relatou que já havia sido agredida fisicamente pelo marido, mas nunca procurou a polícia por medo, pois ele é um homem violento e tem uma arma em casa.
Ela ainda contou que ele é ex-agente penitenciário e costumava conversar com ela sempre em tom de ameaça, usando a arma para obrigar a esposa a obedecê-lo. Além disso, o padrasto tem ciúmes da enteada e esse seria o principal motivo das brigas entre eles.
Em outubro de 2022, o brasileiro Átila Phoebus Santos Duarte, de 34 anos, foi preso em Portugal por assassinar a ex-esposa e espancar a enteada de 14 anos por não aceitar o fim do relacionamento. Cássia Adriane Moreira Ciriaco, de 34, foi morta a facadas.
Na noite do assassinato, o suspeito invadiu a casa onde a ex-mulher morava com os filhos e a esfaqueou na frente das crianças de 2, 3, 8 e 14 anos. Ela morreu na hora.
Em seguida, Átila Phoebus espancou a enteada de 14 anos, filha mais velha da vítima, que teve ferimentos graves na cabeça e precisou ser internada.
Após cometer os crimes, ele fugiu do local e a polícia foi acionada pelo filho do meio da vítima, um menino de oito anos.
Logo depois de ser localizado, ele foi preso e tentou saltar da viatura em movimento para escapar, mas ficou ferido e acabou hospitalizado sob escolta policial.
Antes de ser morta pelo ex-companheiro, Cássia já havia registrado ocorrências contra Átila. Os dois já estavam separados há quase um ano, mas o homem não aceitava o término do relacionamento.
Os dois haviam se mudado para Portugal com os filhos cerca de três anos antes do crime. A família era natural de Contagem, na Grande Belo Horizonte.
