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Padrasto que espancou enteada até a morte confessou abuso sexual

A mãe tentou acobertar o crime e chegou a mentir que a filha havia caído de um telhado

Por Caroline Berticelli

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Um padrasto que espancou a enteada até a morte, com um pedaço de madeira, em Sarutaiá, no interior de São Paulo, confessou que abusou sexualmente da menina de 13 anos no dia do crime. Yasmim de Souza Carvalho morreu no último domingo (9). O homem está preso.  

Conforme o boletim de ocorrência, Yasmim foi encontrada com inúmeros ferimentos pelo corpo e desacordada na casa em que vivia com a família. Ela chegou a ser levada até ao pronto-socorro de Piraju, cidade vizinha, mas deu entrada na unidade de saúde já sem vida.  

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No hospital, a mãe da adolescente alegou que a filha havia caído do telhado, mas os médicos desconfiaram da história devido a extensão dos ferimentos e chamaram a polícia. Segundo Jordana Amorim, delegada responsável pelo caso, ao ser confrontada, a mulher acabou confessando que a filha era agredida e abusada sexualmente pelo padrasto

Após o relato, as polícias Civil e Militar iniciaram buscas pelo suspeito e encontraram o homem quando ele tentava fugir da cidade. Na segunda-feira (10), ele teve a prisão provisória convertida para preventiva, ou seja, irá aguardar pelo julgamento atrás das grades.  

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Ainda conforme a delegada, em depoimento, o homem afirmou que entre a noite de sábado (8) e a madrugada de domingo, ele e a esposa ingeriram bebidas alcoólicas e foram dormir. Mais tarde, ele teria acordado e se deparado com a enteada bebendo e, por esse motivo, espancou a adolescente com um cabo de vassoura

A policial civil também confirmou que o homem confessou ter “mantido relação sexual consentida” com a adolescente nesta mesma data.

“Ele alega também que somente nessa data ele teria mantido relação sexual de forma consentida com a vítima”, explicou Amorim. 

A mãe da Yasmim e o padrasto foram presos na ocasião. No entanto, durante a audiência de custódia, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou que a prisão do homem fosse mantida, enquanto a mulher foi liberada. Ambos têm 28 anos. 

O padrasto que espancou a enteada até morte deve ser indiciado por feminicídio e por estupro de vulnerável. A mãe também poderá responder pelo crime. O caso segue em investigação. 

Na última sexta-feira (7), um padrasto que estuprou e matou a enteada de 13 anos em Bom Princípio, no Vale do Caí, no Rio Grande do Sul (RS), foi condenado a 85 anos e três meses de prisão.

Jordana Tamires, de 13 anos, foi encontrada sem vida em 2021. Elias dos Santos Silvestre, de 41 anos, está preso desde 7 de abril do mesmo ano. Durante o julgamento, ele confessou o assassinato, mas negou ter estuprado a vítima. O advogado de defesa do réu afirmou que entrará com um recurso para anular o júri. 

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP/RS), na noite do dia 4 de abril, um domingo de Páscoa, o padrasto de 39 anos convidou a enteada para dar uma volta de carro, mas acabou levando a adolescente para um matagal na localidade Arroio Forromeco, em Bom Princípio.

Lá, Jordana teria sido estuprada e, na sequência, estrangulada até morrer por asfixia. O laudo de necropsia confirmou o abuso sexual. Ainda conforme a acusação, Elias então abandonou o corpo da vítima em um córrego nas proximidades.

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