Um policial bateu em uma mulher dentro de uma academia em Goiânia, Goiás, na noite desta terça-feira (28). A agressão foi filmada por câmeras de segurança do estabelecimento. (Assista abaixo)
As imagens mostram que a jovem de 18 anos conversa com outros dois frequentadores do estabelecimento quando o policial militar – identificado como Luiz Pereira da Silva Neto, de 27 anos – se aproxima. Ele e a vítima discutem e ele desfere um soco no rosto da mulher.
As testemunhas tentam segurá-lo, mas ele parte para cima dos homens e só para quando outras pessoas chegam para intervir.
Veja as imagens:
Policial militar agride mulher com soco no rosto em academia de Goiânia
🎥Divulgação/Câmeras de segurança pic.twitter.com/zkEGrakY1h
— iG Último Segundo (@ultimosegundo) March 1, 2023
A jovem que levou um soco do policial na academia conversou com o G1, mas preferiu não se identificar. Ela contou que foi agredida porque Luiz queria fazer exercícios em um aparelho que ela estava usando.
Ainda conforme o relato, ela já havia visto o PM na academia, mas os dois não se conheciam. A jovem explicou que antes da agressão, havia informado a esposa de Luiz que estava usando o aparelho, mas que estava no intervalo de descanso entre as séries.
Foi então que a mulher do policial teria dito: “Ela não tá treinando, tá mexendo no celular”. A jovem ouviu o comentário e declarou que estava treinando sim, mas que estava descansando. A partir daí, ele teria começado a encarar a vítima e continuou a intimidação mesmo depois que ela sair do aparelho.
Foi então que ela foi falar com seus amigos e o policial se aproximou gritando. Segundo a jovem, ele a mandou “criar vergonha” e ela rebateu dizendo que ele é quem deveria criar vergonha. O PM então empurrou a mulher, que o empurrou de volta, e desferiu o soco contra ela.
A Polícia Militar (PM) emitiu uma nota sobre o caso e destacou que o policial que bateu na mulher na academia estava de folga no dia do ocorrido. No entanto, a corporação informou que abriu um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias que envolveram a situação, “bem como adotou todas as providências cabíveis”.
Em fevereiro deste ano, um policial aposentado matou um empresário na sede do Procon em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
De acordo com a Polícia Militar, os dois estavam no Procon para participar de uma audiência de negociação de uma dívida de R$ 630, referente a garantia de um motor. Antônio era sócio-proprietário de uma empresa especializada em vendas de peças para caminhonetes e de uma garagem de veículos. O atirador era cliente de um dos estabelecimentos.
