Um policial federal aposentado foi preso, por suspeita envolvimento com um homicídio, durante uma operação da Lei Seca em um trecho da BR-367, que passa por Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, na segunda-feira (15).
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o homem de 66 anos estava conduzindo um automóvel abordado na operação. Na sequência, quando os militares consultaram o sistema policial descobriram que havia contra ele um mandado de prisão preventiva em aberto, expedido em março deste ano, pelo Tribunal Regional do Rio de Janeiro.
Ainda conforme a PMRv, o ex-agente federal portava uma pistola de calibre 9mm carregada com 9 cartuchos intactos e não apresentou o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF). Além disso, sua autorização de porte de arma estava vencida desde o final de 2022.
O suspeito foi preso e encaminhado para uma delegacia da Polícia Civil. Não foram divulgados detalhes sobre o homicídio pelo qual o policial é acusado.
Também na segunda-feira, um sargento da Polícia Militar foi preso após matar dois colegas de corporação com tiros de fuzil em Salto, São Paulo. O ataque ocorreu por volta das 9h. O atirador foi identificado como Claudio Henrique Frare Gouveia.
De acordo com a Polícia Militar (PM), o sargento entrou armado em uma companhia, dentro de um quartel, e afirmou que iria realizar um treinamento. No entanto, ele trancou a unidade e abriu fogo contra as vítimas: o capitão Josias Justi da Conceição Júnior e o sargento Roberto Aparecido da Silva.
A motivação do crime ainda não foi estabelecida. A suspeita inicial é que o caso possa estar relacionado a divergências sobre a escala de trabalho do sargento Gouveia e de sua esposa, que trabalha no mesmo local.
O sargento da PM matou as vítimas um dia depois de um policial civil ter executado quatro colegas de trabalho em Camocim, no norte do Ceará.
No crime, ocorrido na delegacia do município, durante a madrugada de domingo (14), o inspetor Antônio Alves Dourado efetuou disparos de arma de fogo contra os escrivães Antônio Claudio dos Santos, Antônio José Rodrigues Miranda e Francisco dos Santos Pereira, e o inspetor Gabriel de Souza Ferreira.
Dourado estava de folga e fugiu em um carro da polícia após atirar contra as vítimas. Algum tempo depois, no entanto, ele abandonou o veículo e se entregou no quartel da Polícia Militar da cidade.
Em um vídeo gravado pelo autor do crime, ele afirma que matou os colegas porque estava traumatizado por sofrer humilhação por parte das vítimas, entre outros motivos. “Perdão a todos […]. Fui humilhado, achincalhado, transformado em um lixo, perseguido, inventaram, criaram”, inicia ele.
“Maldito Adriano, te vejo no inferno. Maldito Charles, maldito Neto. Vocês são isso, eu acredito que o diabo foi conivente com a vida de vocês pra vocês repensarem tudo que são, tudo que fizeram”, falou em outro trecho.
Assista:
💣💣💣CONFISSÃO! AUTOR DOS 04 ASSASSINATOS, POLICIAL DOURADO,MOSTRA RAIVA E GRAVA VÍDEO ACUSANDO SUAS VÍTIMAS E AMEAÇANDO ATÉ DELEGADA.
Sem desculpas:Justifica crimes por ter sido transferido para Delegacia de Jijoca e não ter tido apoio para seu trabalho na Delegacia de Camocim. pic.twitter.com/LpecIofKb8— Donizete Arruda (@donizetearruda7) May 14, 2023
