Um porteiro impediu a entrada de dois falsos policiais em um condomínio de luxo nos Jardins, na Zona Oeste de São Paulo, na manhã da última segunda-feira (3). Os criminosos estavam vestidos com uniformes da Polícia Civil, usavam distintivos e chegaram em um veículo perfeitamente caracterizado como uma viatura. (Assista abaixo)
A ação da dupla foi registrada pelas câmeras de segurança do prédio. Nas imagens, os dois suspeitos estacionaram o automóvel em frente ao prédio, por volta das 8h20, se dirigem para a portaria e apresentam um papel – que seria um mandado de busca e apreensão.
Os dois tentam conseguir acesso para a parte interna do edifício, mas não conseguem e retornam para o automóvel.
De acordo com a polícia, o porteiro impediu a entrada dos falsos policiais porque desconfiou da situação. O funcionário então afirmou que iria chamar um desembargador que vive no prédio para acompanhar o trabalho dos supostos agentes, momento em que os bandidos foram embora.
O caso é investigado pela Polícia Civil.
Veja:
Em junho deste ano, um homem foi morto por dois bandidos que fingiram ser policiais e invadiram uma residência em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, durante a madrugada. A vítima foi identificada como Antônio Marcos Xavier, de 51 anos.
De acordo com a irmã de Antônio, que testemunhou o crime, os suspeitos chegaram à residência, no bairro Vargem das Flores, se identificaram como policiais e afirmaram que estavam procurando por um suposto criminoso, que teria invadido o terreno da família.
Após ter a entrada liberada, a dupla invadiu a casa, pegou os celulares de todos que estavam no local, tirou uma fotografia de Antônio ao lado da irmã e ordenou que os familiares fossem para o quarto, com exceção da vítima.
Antes de executarem a Antônio, os bandidos ainda questionaram se ele era “o X9 daqui”, uma gíria utilizada para denunciantes ou informantes, e em seguida, abriram fogo disparando mais de 30 vezes.
Segundo a Polícia Militar, a vítima não possuía passagens pela polícia ou antecedentes criminais e não morava no local. Na noite do crime, Antônio estava visitando a irmã, que havia se mudado para o endereço há pouco tempo.
