Um porteiro morreu após ser ferido durante um assalto na Cracolândia, no centro de São Paulo, segundos depois de sair para trabalhar no fim da tarde de terça-feira (15), por volta das 18h. A vítima foi identificada como João da Silva Souza, de 54 anos.
De acordo com testemunhas, a vítima foi atacada por um homem que aparentava ser usuário de drogas e estar em situação de rua. Ele avançou na mochila de João, que resistiu e logo foi golpeado por um objeto perfurocortante na lateral esquerda do tórax.
Na sequência, o suspeito fugiu levando a mochila, carteira, celular e outros pertences de João, que ferido voltou correndo para o edifício em que vivia.
Ainda conforme uma mulher que viu o latrocínio, não foi possível identificar se o porteiro foi ferido com uma faca ou mesmo com o “cabo do cachimbo” usado para consumir drogas na Cracolândia.
O porteiro do prédio onde João morava, localizado no Largo General Osório, contou que tudo aconteceu muito rápido. Segundo o relato, ele saiu para trabalhar e cerca de 20 segundos depois retornou gritando que havia sido “furado por um nóia”.
Ainda conforme o homem, o ferimento era pequeno e não sangrava, mas parecia ser profundo. A vítima então foi ficando branca até desmaiar. Ele foi socorrido e levado às pressas para a Santa Casa, onde passou por uma cirurgia, mas não resistiu e morreu no local.
O latrocínio na Cracolândia ocorreu poucas horas depois da Guarda Civil Metropolitana (GCM) conduzir os dependentes químicos para o cruzamento entre a Rua dos Gusmões e a Santa Ifigênia. Mais tarde, durante a noite, usuários de drogas tentavam invadir lojas da região que estavam fechadas e houve confronto com guardas que tentavam impedir a ação.
No fim de junho, um repórter da TV Bandeirantes (Band) sofreu uma tentativa de assalto e chegou a ser agredido por um criminoso enquanto gravava uma reportagem no centro de São Paulo.
Mark Figueiredo gravava uma matéria sobre a violência no centro da capital, para o Brasil Urgente, quando foi surpreendido por um homem, que tentou roubar seu celular, na avenida São João.
Durante a confusão, outros criminosos correram em direção ao comparsa e passaram a agredir o repórter e a equipe da Band.
“Inicialmente era um, mas logo na sequência surgiram vários, jogando objetos, caixas na nossa equipe. Tinha uma viatura da Polícia Militar na avenida São João, a PM chegou rapidamente, passei as características do criminoso, mas ele se infiltrou no fluxo da Cracolândia e não foi preso”, contou o jornalista.
