Um primo da enfermeira Priscila Leonardi, encontrada morta em Alegrete, no Rio Grande do Sul (RS), foi preso na quinta-feira (13) como principal suspeito de assassinar a vítima. Ela vivia em Dublin, na Irlanda, e sumiu após vir ao país para tratar da herança deixada por seu pai, falecido em 2020.
De acordo com a Polícia Civil, o homem de 30 anos é investigado pelo homicídio e por ocultação de cadáver. O corpo da Priscila, de 40 anos, foi localizado em um local de difícil acesso às margens do Rio Ibirapuitã depois de mais de 20 dias de buscas.
A enfermeira chegou no Rio Grande do Sul em 1º de junho e desapareceu na noite de 19 do mesmo mês. Na ocasião, ela teria ido até a casa de um primo e supostamente sumido depois de pegar um carro de aplicativo para retornar para a residência de uma prima, onde estava hospedada.
No dia 20 de junho, um primo e uma prima registraram um boletim de ocorrência pelo desaparecimento. Conforme a polícia, o suspeito é esse homem que foi com os familiares comunicar o sumiço da vítima.
A principal linha de investigação aponta que a enfermeira foi morta por dinheiro. No entanto, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre o caso porque ele corre em sigilo.
Antes da prisão dos suspeito, o advogado de Priscila, Rafael Hundertmark, explicou, em entrevista, que ela tinha uma irmã caçula por parte de pai com quem a herança seria dividida e não havia desavenças quanto a essa questão.
No entanto, segundo ele, a enfermeira tinha desentendimentos com alguns parentes e havia, inclusive, entrado com uma ação contra um familiar. A motivação seria uma cobrança envolvendo a alienação de um imóvel que não foi paga. A ação ainda estava em fase inicial.
Exames apontaram que a enfermeira foi morta em Alegrete estrangulada e também foi espancada. Priscila vivia na Irlanda desde 2019 e viajou ao RS para tratar da divisão de bens do pai e visitar os parentes. Ainda de acordo com o advogado, os valores são médios. “Não se trata de milhões”, afirmou Hundertmark.
