O caso do professor morto em Palmas, no Tocantins, ainda está sob investigação, mas a Polícia Civil confirmou que o suspeito de cometer o crime foi preso, na sexta-feira (29), e confessou o homicídio. Carlos Henrique de Sousa Luz, de 45 anos, foi assassinado com 38 facadas e encontrado nu na própria residência.
Na delegacia, o pintor Tiago Moreira, de 30 anos, afirmou que a motivação foi um desacerto sexual. O crime aconteceu na madrugada da última segunda-feira (24).
Segundo a Polícia Civil, em depoimento, Tiago contou que encontrou Carlos Henrique e a esposa em um bar. Após beberem e usarem drogas juntos, ele foi convidado para ir até a residência do casal e manter relações sexuais com os dois.
No entanto, ainda conforme o pintor, ao chegarem no imóvel, a mulher desistiu de participar das relações e deixou os dois sozinhos bebendo e usando drogas.
Na sequência, Tiago afirma que manteve relação sexual com o professor, mas em determinado momento declarou que queria parar. O que, conforme ele, foi negado por Carlos Henrique, que teria dito que “não era o combinado”. Nesse momento, os dois começaram a brigar e Tiago pegou uma faca, que estava no local, e desferiu os golpes contra a vítima.
O delegado responsável pela investigação explicou ainda que após cometer o crime, o pintor foi até a esposa de Carlos Henrique e propôs que ela ajudasse a enterrar o corpo. A mulher, porém, negou a ação, pediu que ele fosse embora e ligou para a polícia.
Também conforme a Polícia Civil, a esposa do professor morto em Palmas já prestou depoimento e não é considerada suspeita.
A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar (PM), por volta das 6h30, na segunda-feira. Quando a equipe chegou na residência do professor, Carlos Henrique estava de bruços, sem roupa, embaixo de uma telha de brasilit, de uma porta de metal e de um carrinho de mão.
Na ocasião, quando foi embora, o suspeito chegou a usar a motocicleta da vítima, mas, mais tarde, por volta das 10h, retornou e devolveu o veículo.
