Um professor de uma escola pública de Joinville, em Santa Catarina, que fez uma fala de apologia ao atentado na creche de Blumenau, no mesmo estado, foi afastado de suas funções e terá que usar tornozeleira eletrônica até que o caso seja apurado pela Polícia Civil.
De acordo com a decisão da Justiça, o docente também está proibido de se aproximar dos alunos.
Os comentários sobre o atentado a creche de Blumenau, feitos pelo professor, foram gravados em vídeo por seus alunos. As imagens foram utilizadas para denunciar a conduta do homem.
Segundo o relato de uma estudante do primeiro ano do ensino médio, feito ao portal ‘NSC Total’, a turma ficou sabendo do massacre na creche e começou a falar sobre o assunto. Foi então que o professor entrou na conversa e afirmou que “mataria mais do que quatro pessoas, pois a população está muito grande”.
No vídeo gravado pelos estudantes também é possível ouvir o docente dizendo: “Entrar com dois facões, um em cada mão e ‘pá’. Passar correndo e acertando” e “mataria uns 15, 20”.
A mesma adolescente e outro aluno entrevistado pelo portal ‘NSC Total’ também afirmaram que o professor em questão costuma fazer comentários de ódio e preconceituosos como casos de homofobia, misoginia, racismo e intolerância religiosa, além de fazer apologia ao suicídio.
Em um episódio, segundo os estudantes, ele sugeriu que uma adolescente, que afirmou que estava triste, cometesse suicídio para “poupar oxigênio no mundo”. O homem também teria o costume de rir após comentários violentos, chamas os alunos de “bixinha”, entre outros comportamentos questionáveis.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (SED) de Santa Catarina afirmou que está apurando a conduta do professor, verificando os fatos junto a direção da escola e “tomando todas as medidas cabíveis”.
O ataque a creche de Blumenau ocorreu na última quinta-feira (5) pela manhã, em uma instituição de ensino particular. Na ocasião, um criminoso invadiu o local armado com uma machadinha, assassinou quatro crianças e feriu outras cinco. As vítimas fatais tinham entre quatro e sete anos de idade.
O homem de 25 anos foi preso pouco depois, quando se entregou no Batalhão da Polícia Militar da cidade.
