Sérgio Moro recebeu uma intimação do TRE-SP para que possa dar explicações sobre o seu domicílio eleitoral na capital paulista. A ação foi movida inicialmente por Alexandre Padilha (PT), que é deputado federal, e também pelo próprio diretório petista na cidade de São Paulo.
O objetivo do PT é impedir que o ex-juiz faça a transferência do seu título de eleitor de Campinas para SP. Na última sexta-feira (30), o juiz Dimitrios Z. Varellis, assinou um despacho intimando Moro a prestar esclarecimentos dentro de um prazo de 10 dias.
Antes disso, a própria PRE-SP já havia feito uma denúncia contra ele, alegando possíveis fraudes em relação as informações inseridas no novo cadastro eleitoral.
Sérgio Moro alega que não há irregularidades
Em nota, o ex-juiz afirmou que não há nenhum erro ou irregularidade na sua transferência e também na de sua esposa, Rosângela Moro. Segundo ele, a mudança é um direito de qualquer pessoa, e que a capital paulista é onde ele reside desde o fim de 2021, fora os demais vínculos que possui com a cidade.
A transferência de sua residência eleitoral aconteceu logo após sua alteração de partido. Moro pertencia ao Podemos, mas deixou a legenda para filiar-se ao União Brasil, onde está atualmente.
Até o fim de março, ele era um dos pré-candidatos a presidência em 2022, e costumava ocupar o 3º lugar nas pesquisas, atrás de Bolsonaro (PL) e Lula (PT). No entanto, devido a diferença de percentuais de votos, optou por desistir de sua candidatura única.
Sua chegada ao União foi justamente para integrar um grupo ainda maior, que junto com o Cidadania, o PSDB e o MDB visa lançar um nome único para entrar na corrida presidencial. Moro agora pretende concorrer a algum outro cargo pelo partido, como deputado ou senador, mas não há nada definido ainda.
