Um vídeo no qual uma sucuri fêmea devora um macho após a cópula está chamando atenção na web. O flagrante impressionante foi feito às margens do Rio Miranda, no Mato Grosso do Sul, e mostra o canibalismo sexual das serpentes. (Assista abaixo)
As imagens foram postadas no Youtube pelo perfil ‘Tarcisio e os”gigantes das águas”‘ há mais de cinco meses, mas só agora viralizaram. Na gravação, o homem explica que estava caminhando pela areia quando se deparou com a cena inusitada.
“Uma sucurizinha para você aqui. Eu resolvi registrar esse momento. Ela está enrolada, provavelmente, está querendo comer alguma coisa”, começa o narrador. “Pra mim são duas, uma grande e uma pequena. Essa mais grossa tem uns 3 a 4 metros de tamanho. […] Isso é Pantanal”, continua.
O homem, no entanto, não parece se dar conta de que se trata de uma sucuri fêmea devorando um macho após a cópula ou, pelo menos, não fala sobre a situação para os seguidores.
Veja o vídeo:
Segundo especialistas, o canibalismo sexual entre as sucuris é ocasional, ou seja, não ocorre sempre. A razão é provavelmente o fato do animal ser uma boa fonte de proteína para uma futura mãe, que jejua durante os sete meses de gravidez.
A primeira fotografia que registrou uma sucuri verde fêmea espremendo seu companheiro até a morte foi tirada pelo fotógrafo Luciano Candisani em 2012, no fundo do brejo do Formoso, em Bonito, também no Mato Grosso do Sul.
A imagem é tão impressionante que virou matéria na ‘National Geographic’ em 2017. Na reportagem, Candisani explicou que ficou surpreso com o comportamento da sucuri e precisou ir atrás de fontes até que encontrou referências sobre o canibalismo sexual entre as serpentes dessa espécie.
Recentemente, o vídeo de uma sucuri que morreu engasgada ao comer um cachorro na zona rural de Dueré, no sul de Tocantins, também viralizou na nas redes sociais. Segundo Bento Gonçalves, de 75 anos, ele se deparou com a cobra depois de passar dias procurando pelo animal de estimação da raça American.
No dia do achado, o idoso resolveu roçar a vegetação de um córrego, que fica próximo a sua residência, e acabou descobrindo o que aconteceu com o cão.
“Achei que estava viva ainda. Corri e falei: mulher a sucuri está ali com o cachorro na boca. Ainda cortei um pedaço de madeira, mas aí ela não se mexia. Depois percebi que estava morta. Engoliu o cachorro até passar da costela e não conseguiu voltar. Morreu engasgada”, contou ao G1.
