Um dos suspeitos pelo desaparecimento de uma criança de dois anos na Ilha do Marajó, no Pará, morreu depois de passar mal na Central de Triagem da Marambaia, em Belém, na madrugada desta segunda-feira (25). Elisa Ladeira Rodrigues sumiu no dia 16 de setembro, em uma comunidade do município de Anajás.
De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Renan Braga da Silva passou mal, foi encaminhado para atendimento médico e retornou para a unidade policial, onde acabou falecendo horas depois. A causa da morte é investigada pela Polícia Civil.
Elisa desapareceu por volta das 10h da manhã de 16 de setembro e, na ocasião, os moradores locais iniciaram as buscas pela menina na área conhecida como Igarapé Zinco, na comunidade Vila Carmelo, zona rural de Anajás.
Na sequência, dezenas de policiais chegaram ao local para reforçar as buscas pela criança desaparecida na Ilha do Marajó.
Ainda no sábado (16), uma força-tarefa com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros foi montada para vasculhar as regiões de mata com ajuda de um helicóptero e cães farejadores, mas nenhuma pista foi encontrada.
Na terça-feira (19), Renan e outro homem foram conduzidos para a delegacia com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre uma possível ligação com o sumiço da criança. Na ocasião, ele confessou ter visto Elisa antes do desaparecimento.
Na quinta-feira (21), Renan fugiu algemado para o meio da mata durante uma reconstituição do caso e, por isso, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Já na sexta-feira (22), ele se entregou à polícia e foi transferido para Belém durante o último fim de semana.
Até o momento, a pequena Elisa ainda não foi encontrada.
O desaparecimento é investigado sob sigilo pela Delegacia de Anajás com o apoio da Divisão de Homicídios de Belém.
No início de julho deste ano, a menina Ana Sophia, de 8 anos, desapareceu após sair de casa no distrito de Roma, em Bananeiras, na Paraíba. Na última nesta sexta-feira (22), a Polícia Civil divulgou que conseguiu comprovar que ela foi filmada entrando na casa do principal suspeito pelo crime, Tiago Fontes Silva Rocha.
O homem é marido da vice-diretora da escola onde Ana Sophia estudava e pai de amigos da menina desaparecida. Seu sogro, inclusive, vive em uma residência em frente ao imóvel em que a vítima morava com a família.
Tiago está sumido desde o dia 11 de setembro, quando seria ouvido mais uma vez pela Polícia Civil. Até aquela data, ele ainda não era apontado como suspeito pelo desaparecimento, mas a polícia já havia realizado buscas em sua casa e em seu automóvel.
Ele teve a prisão temporária por homicídio qualificado decretada na quinta-feira (21) e é considerado foragido. Para a polícia, só ele é capaz de indicar a localização do corpo de Ana Sophia.
