Cinco pessoas foram presas por suspeita de fazerem parte de uma quadrilha que usava drones para entregar drogas, celulares e armas no presídio de São Joaquim de Bicas, na Grande Belo Horizonte (BH), Minas Gerais.
A operação batizada de ‘Catapulta’ foi deflagrada na manhã de segunda-feira (21) e também cumpriu dez mandados de busca e apreensão.
Foram apreendidos três veículos, uma motocicleta, 93 pinos de cocaína prontos para a venda, uma barra de cocaína, uma prensa, uma balança de precisão, uma certa quantidade em dinheiro e produtos químicos utilizados no refino da cocaína.
Os suspeitos foram localizados nos bairros Imbiruçu e PTB, em Betim, e no bairro Palmital, em Santa Luzia, onde ocorria o preparo da droga. Ambas cidades também são na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a investigação, eles atuavam na venda de maconha e no refino e comercialização de cocaína.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou há seis meses, quando o líder de uma quadrilha de tráfico de drogas preso na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria em Contagem, também na Grande BH, passou a ser monitorado. O homem de 37 anos cumpre pena por uma condenação superior a 48 anos de prisão.
Além de comandar o tráfico em vários bairros de Santa Luzia e Betim de dentro do presídio, a investigação apontou que ele também coordenava as ações dos criminosos que usavam drones e outras formas de arremessar materiais ilícitos para dentro do presídio de São Joaquim de Bicas.
O delegado Rodrigo Bustamante explica que o nome da operação está diretamente ligado ao modus operandi da quadrilha:
“Eles utilizavam drones e outros mecanismos para poder inserir através de um arremesso, seja através do drone, seja através de outros mecanismos, a inserção de drogas e telefone celular dentro do sistema prisional e, consequentemente, dificultar a localização por parte dos servidores, facilitando com isso a sua comunicação com o meio externo”.
