Um tio suspeito de estuprar a sobrinha quando ela tinha 16 anos em Manaus, no Amazonas, confessou os crimes em mensagens enviadas à própria vítima. O agressor de 38 anos foi preso nesta quarta-feira (6) em Presidente Figueiredo, na Região Metropolitana da capital.
Os vários episódios de violência sexual ocorreram em 2022. Na época, o homem estava morando temporariamente na mesma casa que a jovem e aproveitava os momentos em que os dois estavam sozinhos na residência para violentá-la.
De acordo com a Polícia Civil, ele mandou as mensagens no mês passado, depois que a adolescente tomou coragem e denunciou os estupros para as tias, além registrar um Boletim de Ocorrência (BO) no dia 14 de agosto.
“E relatou que não denunciou antes pois tinha medo, devido às ameaças sofridas. Além disso, a vítima nos relatou que contou sobre o crime apenas para suas tias, irmãs do autor, que ficaram revoltadas com a situação e pediram para que ele não se aproximasse mais da vítima, pois ela já o havia denunciado”, explicou a delegada.
Nesta quarta, a delegada Joyce Coelho, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), divulgou print’s das mensagens em que o tio confessa o estupro da sobrinha.
O conteúdo é perturbador, o tio relembrava os estupros, debocha da vítima e chega a dizer que fez um favor para a sobrinha. “Tu sempre teve medo de mim, só não entendo o porquê, já que isso é natural. Eu te fiz um favor. […] por pura diversão. Sem nada para fazer naquela casa”, diz um trecho das mensagens.
O homem ainda tortura a jovem psicologicamente dizendo que o pai dela não acreditou nas denúncias e que ele sente saudades de vê-la implorando para não ser estuprada.

Segundo a polícia, com a insistência do agressor em persegui-la e com medo dele, a vítima pediu uma medida protetiva contra ele no dia 28 de agosto. No entanto, conforme a delegada, com o conteúdo das mensagens também foi possível solicitar a prisão preventiva do suspeito.
“Além de ele alegar que a denúncia dela não adiantaria de alguma coisa, ele confessou a prática criminosa de maneira bastante machista e agressiva, ferindo o psicológico da vítima”, disse Coelho.
Em julho deste ano, uma mãe que manteve uma de suas filhas em cárcere privado por 20 anos para esconder um crime do estupro do qual ela foi vítima quando tinha 17 anos foi presa.
