Roberto Carlos Paranhos, de 34 anos, conhecido como ‘Lázaro de Minas’, que integrava a lista dos criminosos mais procurados de Minas Gerais (MG), foi morto durante uma operação das polícias Civil e Militar na zona rural de Capelinha, no Alto Jequitinhonha, na noite de segunda-feira (28).
De acordo com a polícia, há cinco dias, o setor de inteligência conseguiu a informação de que Paranhos estaria escondido na localidade e, desde então, montou um certo em pontos estratégicos da região.
Ao ser encontrado, Paranhos estava de moto com um comparsa e a dupla não obedeceu a ordem de parada. Na sequência, houve troca de tiros e ambos acabaram baleados. Os dois foram socorridos e levados para um hospital, mas não resistiram aos ferimentos. Junto com eles a polícia apreendeu duas armas de fogo, uma delas de calibre restrito.
Chamado de ‘Lázaro de Minas’, Paranhos foi escolhido para integrar a lista dos criminosos mais procurados de Minas Gerais devido ao seu alto grau de periculosidade. Ele era conhecido por uma série de crimes violentos e descrito como bastante agressivo.
Entre os crimes pelos quais havia sido condenado estavam homicídio qualificado, roubo, furto qualificado, uso de documento falso e porte ilegal de arma. Além disso, nos anos de 2010 e 2011, ele tentou assassinar dois policiais militares. Somadas, as penas ultrapassavam 70 anos de prisão.
Conforme a Polícia Militar (PM), o criminoso costumava utilizar imóveis abandonados na zona rural para se esconder e vigiar as propriedades escolhidas para cometer crimes. Sua área de atuação era nos municípios do Alto Vale do Jequitinhonha.
No dia 23 de agosto, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) divulgou uma relação dos 12 criminosos mais procurados de Minas Gerais. Todos são considerados foragidos, perigosos e têm vasta ficha criminal por crimes como homicídios, roubos e tráfico de drogas, entre outros.
Entre os fugitivos estão:
- integrantes da quadrilha conhecida como ‘novo cangaço’ responsável por grandes assaltos a banco;
- procurados por homicídios, inclusive de policiais e de agentes públicos;
- líderes de organizações criminosas e envolvidos com tráfico de drogas, não só interestadual, mas também transnacional;
- indivíduos que movimentaram quantias expressivas de recursos financeiros, presos em ações anteriores
