Um vídeo registrou o momento em que um policial militar matou seu vizinho a tiros dentro de um condomínio em Vitória, no Espírito Santo, na madrugada de segunda-feira (17). Lucas Torrezani de Oliveira, de 28 anos, está preso. A vítima foi identificada como Guilherme Rocha, de 37. (Veja imagens abaixo)
Na gravação, feita por câmeras de segurança, é possível ver o PM e um amigo bebendo cerveja e conversando na área comum do edifício. Na sequência, Guilherme entra no local, com as mãos para trás, e fala com os dois. Lucas então tira uma arma da cintura. O outro rapaz se levanta e fica ao lado do policial e ambos ficam de frente para a vítima.
As imagens mostram que o policial militar bate com a arma em direção ao rosto de Guilherme e ele tenta, aparentemente, segurar o revólver. O outro homem empurra Guilherme e, logo em seguida, ele já aparece cambaleando e cai em frente à porta.
Em seguida, o PM vai até o corpo da vítima, ainda com a arma da mão, e continua tomando cerveja enquanto olha para Guilherme caído.
De acordo com a Polícia Civil, o tiro dado pelo soldado da Polícia Militar entrou no ombro, atravessou o peito da vítima e atingiu um carro que estava nas proximidades. O crime ocorreu por volta das 3h da madrugada.
Veja o vídeo:
Cuidado, imagens fortes!
Em um primeiro momento, o policial que matou o vizinho chegou a alegar que agiu em legítima defesa, pois, segundo sua versão, estava bebendo com um amigo quando Guilherme chegou, o atacou e tentou desarmá-lo. O vídeo divulgado pela investigação, no entanto, mostra uma cena diferente.
Em entrevista ao G1, a síndica do condomínio contou que o militar tinha o hábito de beber com os amigos na área comum do prédio, depois que chegava do serviço, por volta das 23h. O que vinha incomodando vários moradores, devido ao barulho que se estendia pela madrugada.
A mulher também afirmou que pouco antes do crime, a esposa de Guilherme mandou uma mensagem informando que, mais uma vez, o PM estava bebendo e fazendo algazarra no local e que o marido já havia ido até lá duas vezes e pedido para eles pararem. O crime aconteceu quando a vítima foi pela terceira vez pedir silêncio.
Ainda conforme a síndica do prédio onde o PM matou o vizinho, Lucas já havia sido notificado algumas vezes devido às reclamações. Somente nos últimos dois meses, havia seis delas, das quais, cinco foram feitas por Guilherme.
