Flávia Pedras Soares, ex-esposa de Jô Soares, contou em entrevista sobre a divisão de herança e como foram os últimos momentos do apresentador tão amado pelo Brasil, que morreu no dia 5 de agosto aos 84 anos.
Em entrevista ao jornal O Globo, a designer gráfica detalhou que os últimos momentos de Jô foram deslumbrantes, e que sua passagem foi muito bonita.
“Os últimos momentos dele foram um deslumbramento. O estado de afiada consciência e a inesperada completa perda do medo de morrer foram de uma beleza sem fim. Agora, por exemplo, estou aos prantos ao me lembrar das nossas últimas horas”, ressaltou.
Jô Soares e Flávia Pedras Soares se divorciaram em 1998, mas desde então continuaram muito amigos e próximos até a partida do apresentador. Flávia, por sua vez, casou-se novamente com a cantora Zélia Duncan em 2021.
Antes de Flávia, o apresentador e humorista foi casado com as atrizes Therezinha Millet Austregésilo, com quem teve um filho, e Sylvia Bandeira.
Jô Soares deixou herança para ex-esposa e funcionários
Em relação a milionária herança do apresentador, Flávia disse que o dinheiro foi deixado para ela e os funcionários de Jô que o acompanharam por mais de 20 anos, pelo menos.
Apesar de ter tido um filho, Rafael Soares morreu em 2014 aos 50 anos de um câncer no cérebro.
Pouco antes de falecer, Jô modificou o seu testamento para se certificar que os funcionários fossem incluídos na divisão da herança.
Proporcionalmente, a maior parte do dinheiro foi destinado à ex-esposa, assim como o acervo de obras de arte, investimentos e os dois apartamentos que o apresentador transformou em duplex, que valem pelo menos R$ 7 milhões cada.
Conforme Flávia, que foi casada com Jô por 15 anos, sua maior saudade é de quanto o comediante a ligava de madrugada para contar sobre uma notícia de filme ou série que assiste.
“Ele era a única pessoa que ainda usava telefone fixo. Às vezes, até me irritava com isso, porque podia acordar outras pessoas da casa. Mas desde que ele morreu, nas duas ou três vezes que o telefone tocou tarde, eu, por 38 centésimos de segundo, pensei que pudesse ser ele.
Quase morri. Mas o que eu mais sinto falta mesmo é de deitar do lado dele pra ver um filme, bem tarde, sempre, e segurar a sessão inteira a “mãozinha de poeta” Era pura recarga de amor”, contou.
Sobre o luto, Flávia explicou durante a entrevista que o sentimento é diferente de todos que já viveu.
“Sou órfã, sei desse sofrimento. É doido. Tem momentos em que você acha que está tudo bem, que sua vida está seguindo. Daí, vem uma dor que te dá um tapa na cara e te joga na cama. É físico”.
