Durante essa segunda-feira (28), o valor do dólar está cotando com alta de 1% a R$ 4,8, apesar disso, ainda está na sua maior baixa dos últimos dez meses, tendo um acumulado de desvalorização acima de 13%. O mínimo do dia, pelo que se sabe até agora, vem sendo na faixa de R$ 4,73.
A variação para cima está acontecendo devido ao anúncio do Boletim Focus, do Banco Central, de que seria necessário elevar a taxa de juros mais uma ou duas vezes para que a meta da inflação seja batida no país. Economistas acreditam que em questão de pouco tempo a taxa de juros poderia sair de 11,85% ao ano para ao menos 13% ao ano.
Especialistas alertam para a queda do dólar argumentam que os brasileiros podem ser prejudicados a longo prazo com a queda da economia. Isso acontece porque os empréstimos e financiamentos tendem a ficar muito mais caros que a média que até então era cobrada. E, deste modo, estima-se que as pessoas tendem a pegar menos crédito com bancos.
O que acontece é que os cidadãos de renda baixa tendem a pegar mais empréstimos em vez dos classe alta que ganham com a alta de juros:
- Quem é classe baixa tende e pedir mais empréstimos para conseguir pagar as contas e até mesmo ter acesso a carros, motos e casas. Com juros mais altos, são prejudicados porque há uma maior retirada de caixa familiar para pagar as parcelas.
- Já quem atua como classe média alta, geralmente não é de tanto empréstimo porque teria condições de fazer o pagamento à vista em grande parte das vezes. Deste modo, tendem a lucrar com a alta juros porque investem o valor em bancos ao investir o dinheiro e ter um retorno maior por causa da Selic. É justamente por isso que a busca de renda pela classe média vem sendo cada vez maior, porque está rendendo acima de 12% ao ano, acima da inflação do ano de 2021, que foi de 10,06%.
- Deste modo, o pobre tira dinheiro de caixa ao pedir empréstimo e financiamento e o classe média e alta iria estar ganhando ao investir dificultando ainda mais os programas de transferência de renda do governo federal.
Essa foi a décima primeira vez consecutiva que o Banco Central estimou um novo aumento de IPCA sendo de 6,89%, para o ano de 2023, está sendo estimado que os índices de inflação fiquem por volta de 3,80%.
Alguns países aumentam a taxa da Selic para controlar o valor do dólar e do IPCA devido ao fato de que atraem investimentos do exterior em dólar, o que consegue controlar o preço da moeda e diminuir os impactos da sua variação no mercado interno.
Um exemplo claro disso é a Argentina que está atuando com a taxa de juros por volta de 44% em apenas um ano. A elevada inflação do país teria sido ocasionada devido ao excesso de programas sociais que teriam sido pagos pelo governo durante a pandemia para auxiliar a população que ficou desamparada com o vírus da Covid-19.
