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Alunas são envenenadas no Irã para causar o fechamento de escolas

Inúmeras estudantes relataram, nos últimos três meses, que sentiram cheiro de “peixe podre” ou “tangerina” antes de adoecerem

Por Caroline Berticelli

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Centenas de alunas foram envenenadas no Irã, na cidade de Qom, para que as escolas femininas fossem fechadas e também como forma de vingança contra as jovens que fizeram parte da onda de protestos pelos direitos das mulheres no país. 

Um levantamento feito pela BBC apontou que pelo menos 650 estudantes foram internadas com problemas respiratórios, náuseas, tonturas e fadiga. Nenhuma delas morreu. 

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No último domingo (26), as autoridades do país admitiram que as alunas do Irã foram envenenadas. “Ficou evidente que algumas pessoas desejavam que todas as escolas, especialmente as femininas, fossem fechadas”, disse Younes Panahi,  o vice-ministro da Saúde do Irã. 

Ainda conforme Panahi, “”os produtos químicos usados para envenenar estudantes não são de esfera militar e estão disponíveis ao público”. Ele ainda ressaltou que as vítimas não precisam receber nenhum tratamento invasivo e que é preciso manter a calma. 

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Inúmeras alunas relataram, nos últimos três meses, que sentiram cheiro de “peixe podre” ou “tangerina” antes de adoecerem.  

Antes disso, a única declaração oficial sobre o assunto era de que uma investigação criminal sobre o caso havia sido aberta. 

Na semana passada, pais protestaram em frente às escolas e do gabinete do governador em Qom para que as autoridades dessem uma resposta sobre o caso. 

No fim de janeiro deste ano, o caso de um casal de iranianos que foi condenado a dez anos e meio de prisão por compartilhar um vídeo em que dançavam em público em frente à Torre Azadi, um conhecido monumento de Teerã, capital do país, viralizou nas redes sociais.

No vídeo, Astiyazh desobedece a lei do país que proíbe as mulheres de dançarem em público e não usa o hijab, lenço para cobrir sua cabeça, conforme o código de vestimenta imposto às mulheres na República Islâmica.

As imagens que mostram o casal iraniano dançando romanticamente logo viralizaram e foram usadas como símbolo da luta pela liberdade contra as rígidas leis morais do IrãAstiyazh é levantada no ar pelo namorado e seus cabelos ficam soltos ao vento.

De acordo com a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede em Washington, Amir e Astiyazh foram condenados por “incentivarem a corrupção e a prostituição pública” e por “se reunirem com a intenção de perturbar a segurança nacional”.

Além da condenação de dez anos e seis meses de detenção para cada um, o governo do Irã determinou que após deixarem a prisão, os dois não poderão mais ter acesso à internet e nem deixar o país por dois anos.

A ONG ainda ressaltou que o casal não teve direito a um advogado durante o julgamento e  também lhes foi negada a possibilidade de serem soltos sob fiança.

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