Os corpos de pelo menos 13 pessoas foram encontrados dentro de freezers espalhados em dois edifícios da cidade de Poza Rica, no sudeste do México. A informação foi confirmada pela Procuradoria-Geral de Veracruz nesta segunda-feira (14).
Em comunicado, as autoridades mexicanas informaram o número exato de vítimas, assim como suas identidades, só poderão ser confirmados depois de um extenso trabalho da perícia.
A promotora de Veracruz Verónica Hernández explicou que seis pessoas foram presas por suspeita de envolvimento com os crimes. A hipótese principal é que os restos mortais sejam de pessoas que desapareceram depois de confrontos entre grupos criminosos na região.
Em entrevista, os investigadores afirmaram que os corpos estavam em sacos, dentro dos freezers, em estado avançado de decomposição e que o cheiro nos locais era “insuportável”.
Em junho deste ano, uma equipe inteira de call center que estava desaparecida no México, desde 20 de maio, foi encontrada morta. As vítimas estavam distribuídas entre 45 sacos com restos humanos jogados em uma ravina na cidade de Zapopan, subúrbio da cidade de Guadalajara.
Segundo a polícia, em 23 de maio, os familiares das vítimas começaram a registrar seus desaparecimentos. A maioria foi vista com vida pela última vez quando saiu para trabalhar no dia 22 de maio em um call center do bairro Jardines Vallarta, município de Zapopan, em Jalisco.
Durante a investigação, o Ministério Público (MP) invadiu a central de atendimento. De acordo com o órgão, qualquer atividade que estivesse sendo realizada no call center onde uma equipe inteira de pessoas desapareceu estava “fora da legalidade”, já que o local não possuía alvará de funcionamento.
Segundo o jornal El País, não havia ninguém na sala comercial, mas foram encontradas folhas de maconha, tiras de plástico (que podem ter sido usadas como algemas), um pedaço de pano e um esfregão com manchas avermelhadas, que provavelmente são de sangue, e o carro de um dos desaparecidos nas proximidades do prédio.
O Ministério Público informou que tem depoimentos de pessoas que viram vários indivíduos armados se posicionando na central de atendimento “com todas as características do crime organizado”.
Com todos os indícios, a principal suspeita da polícia é que o call center era usado para atividades ilegais como a venda fraudulenta de planos de férias. As famílias das vítimas, no entanto, contestam a versão das autoridades.
