Um pai e sua filha foram encontrados mortos dentro de um apartamento na vila Linda-a-Velha, em Oeiras, na região metropolitana de Lisboa, em Portugal, no último domingo (16). O que mais chama atenção no caso, no entanto, é o fato das duas mortes terem ocorrido com cerca de 15 anos de diferença.
A situação foi descoberta depois que vizinhos da mulher, identificada como Anabela, de 50 anos, chamaram a polícia por conta de um mau cheiro que vinha da residência. Eles ainda afirmaram que não viam a moradora do local há pelo menos cinco dias.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, Edgar Cassamo, quando os militares entraram no imóvel se depararam com o cadáver de Anabela em processo recente de decomposição, enquanto o do homem, identificado como Custódio, estava vestido com um pijama em estágio avançado de putrefação.
Os vizinhos do apartamento ficaram chocados com a descoberta e informaram à polícia que a residência da mulher costumava exalar o cheiro de água sanitária, o que eles sempre acreditaram se tratar de alguma mania de limpeza. No entanto, agora, os investigadores creem que o produto era usado para disfarçar o odor do cadáver do pai.
Depois que o pai e sua filha foram encontrados mortos, Idalina Carvalho, uma das vizinhas, contou aos jornais locais que há mais de uma década ficou sabendo do falecimento de Custódio, de 80 anos, e, na época, chegou a ajudar a pagar por uma coroa de flores.
“Não sei o que pensar, é inexplicável, um grande mistério. O prédio se juntou para comprar uma coroa para o enterro do idoso e afinal não houve”, disse Idalina.
O caso é investigado pela Polícia Judiciária portuguesa. A suspeita é que a mulher sofreu um mal súbito após conviver com o cadáver do pai por todos esses anos.
Em março deste ano, uma mulher foi condenada por matar o noivo de 82 anos e manter o corpo da vítima em casa por dois meses. O crime ocorreu na Geórgia em 2022.
Tabitha ZelidaWood, de 46 anos, foi considerada culpada por homicídio doloso qualificado, exploração de pessoa idosa, agressão agravada, roubo do cartão financeiro e ocultação de morte.
Em dezembro de 2022, uma mulher encontrou o cadáver do marido dentro de um armário oito meses após relatar seu desaparecimento na cidade de Madison, em Illinois, nos Estados Unidos (EUA).
Uma autópsia realizada no corpo apontou que Richard cometeu suicídio e ficou todos os meses subsequentes no armário. Conforme a polícia, as hipóteses de assassinato ou sequestro foram descartadas.
