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Tinder deixa a Rússia por preocupação com os direitos humanos

Provedores de serviços digitais como o Spotify e a Netflix saíram do país ainda em 2022, logo após o início da guerra

Por Caroline Berticelli

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O aplicativo de paquera Tinder irá deixar de funcionar na Rússia, até o dia 30 de junho, em nome da “necessidade de proteger os direitos humanos”. A decisão foi anunciada pelo Match Group, proprietário do App, na última segunda-feira (1º). 

“Estamos comprometidos em proteger os direitos humanos. Nossas marcas estão tomando medidas para restringir o acesso a seus serviços na Rússia e concluirão sua retirada do mercado russo até 30 de junho de 2023”, explicou o Match Group, que tem a sede no Texas (EUA).  

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A resolução sobre o Tinder foi incluída no relatório anual de impacto da empresa, que informa sobre as atividades de responsabilidade social e ambientais do Match Group. 

Grande parte das empresas ocidentais encerrou ou suspendeu suas atividades na Rússia ainda em fevereiro de 2022, quando o país iniciou a invasão na Ucrânia. Entre elas também estão provedores de serviços digitais como o Spotify e a Netflix. 

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Em contrapartida, enquanto as companhias ocidentais deixaram o país em protesto contra a campanha militar na Ucrânia, as empresas chinesas têm aproveitado para expandir sua presença. 

A decisão do Match Group ocorre pouco tempo depois de Yevgeny Prigozhin, fundador e líder do Grupo Wagner, organização paramilitar russa composta por mercenários, afirmar que não pretende mais fazer prisioneiros na Ucrânia, mas sim “destruir tudo no campo de batalha” e “matar todos”. 

Vale destacar que o Grupo Wagner é acusado de cometer vários tipos de abusos durante a invasão na Ucrânia. Recentemente, dois ex-comandantes da organização paramilitar admitiram ter matado crianças e civis durante a guerra.

Em uma gravação, Azamat Uldarov explica que matou uma menina de cinco ou seis anos para obedecer às ordens de seus superiores. “[Foi] uma decisão da administração. Eu não tinha permissão para deixar ninguém sair com vida, porque meu comando era matar qualquer coisa no meu caminho”, afirmou.

“QUERO QUE A RÚSSIA E OUTRAS NAÇÕES SAIBAM A VERDADE. NÃO QUERO GUERRA E DERRAMAMENTO DE SANGUE. VOCÊ VÊ QUE ESTOU SEGURANDO UM CIGARRO NESTA MÃO. SEGUI ORDENS COM ESTA MÃO E MATEI CRIANÇAS”, COMPLETOU ULDAROV.

Já Alexey Savichev ressaltou que os combatentes que não seguiram as ordens foram mortos e, por isso, ele se sujeitou a assassinar inocentes. “Você pode me condenar por isso. Eu não vou me opor. É seu direito. Mas eu também queria viver”, disse.

Azamat Uldarov e Alexey Savichev eram ex-presidiários e foram recrutados para atuarem na linha de frente da guerra.

Na ocasião, Prigozhin confirmou, pelo Telegram, que assistiu parte das entrevistas dos ex-comandantes russos e declarou que está “pronto para ser responsabilizado de acordo com qualquer lei” caso as acusações sejam comprovadas. Do contrário, ele quer os dois respondam por suas afirmações na Rússia.

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