O ex-assessor de Jair Bolsonaro, Waldyr Ferraz, acusou o presidente da República de praticar rachadinha antes das eleições de 2018 e afirmou que a ex-mulher, mãe de Renan – filho mais novo -, seria a responsável por organizar todo o processo. Durante o ano de 2021, uma das ex-cunhadas do presidente disse em entrevista para a mídia nacional que o seu irmão teria sido excluído do esquema porque não devolvia todo o dinheiro que era solicitado por Jair.
Jacaré, como Ferraz acaba sendo chamado entre os seus amigos, argumenta que Ana Valle, ex-esposa, teria organizado todo o esquema para que houvesse a contratação de funcionários fantasmas. Uma parte do dinheiro ficaria com aquele que aceitasse “emprestar o nome” mas a grande maioria do que seria recebido como desvios pelos cofres públicos seria devolvido para a família.
O ex-assessor argumenta, entretanto, que muitas vezes o presidente da República, Jair Bolsonaro, não sabia sequer que as rachadinhas aconteciam e que se tratava somente de sua mulher que recolhia os documentos e pagava uma pequena comissão aos participantes do esquema.
Flávio Bolsonaro, que foi acusado durante o ano de 2021 de ter comprado uma mansão de R$ 13 milhões com o valor que teria desviado das rachadinhas, também faria parte do esquema. O filho do presidente argumenta, entretanto, que comprou o imóvel com valor milionário através de um financiamento de juros baixos e a entrada teria sido dada com a venda de outro bem – venda esta que nunca foi confirmada.
