Durante a última quarta-feira (16), o governo federal afirmou que estaria fazendo a liberação do Fundo de garantia do Tempo de Serviço, FGTS, de R$ 1 mil como forma emergencial para que os cidadãos que tenham dívidas consigam pagar em dia sem que tenham que correr os risco de pagar as multas de bancos. A decisão foi informada perante o contexto de que o Serasa teria informado que ao menos 47% de todas as pessoas que moram no Mato Grosso do Sul contam com algum tipo de dívida aberta.
Em suma, o governo também decretou que estaria fazendo a liberação do décimo terceiro do INSS: o valor está previsto para começar a ser pago ainda no final do mês de abril seguindo o mesmo calendário que foi informado aos aposentados no começo do ano.
A decisão foi tomada tendo em vista a movimentação da economia através de duas parcelas. Isso fez com que os cidadãos ficassem ainda mais alertas sobre a possibilidade de poder haver um décimo quarto neste ano, a partir de agosto, que seria o mês em que iriam pagar o décimo terceiro.
Atualmente, é estimado que mais de 1,7 milhões de pessoas estejam em filas de espera pelo INSS devido a falta e lentidão para a concessão de benefícios. A pasta argumenta que a lentidão está acontecendo por culpa dos brasileiros que estão enviando documentos que não estão atualizados em cartório. Outro aspecto que vem sendo salientado é que ao menos 800 mil pessoas estão na fila para perícia médica, mas os peritos estão em greve para aumento salarial.
Guedes, ministro da Economia, já havia declarado que tinha interesse em fazer a liberação do saldo do FGTS apenas em uma parte – não sendo obrigatório sacar. No entanto vinha recebendo críticas desde o final do mês de fevereiro quando fez a declaração pelo ministro da Infraestrutura que afirmou que o valor que estava sendo usado do fundo era para a Casa verde e Amarela que permite que as famílias de renda mais baixa consigam financiar a casa a juro mais baixos, e que isso iria impedir a concessão de novos financiamentos pela falta de verbas no fundo.
As medidas, de acordo com o governo federal, estão sendo tomadas como forma de aumentar a economia e o PIB, Produto Interno Bruto, no entanto, os grupos da oposição argumentam que estão sendo realizadas somente em um ano de eleições para conseguir atrair ainda mais eleitores no mês de outubro.
