Nesta última terça-feira (08), morreu a filha de Graciliano Ramos com cerca de 90 anos de idade. Ramos foi um dos maiores escritores do modernismo brasileiro e escreveu obras que faziam críticas à nossa sociedade atual, sobre a forma como lidamos com os mais pobres e como essas pessoas acabam sendo marginalizadas em nosso pensamento. Uma das obras mais tradicionais do autor é Vidas Secas, que geralmente é representada com a imagem de um cachorro magro que está passando fome.
A filha do escritor morreu em São Luís de Paraitinga (SP). No Instagram, os fãs publicaram a imagem da mulher junto a uma estátua do pai para relembrar todos os feitos da família para a arte e a literatura no país: criaram algo que era único, não estando nem atrás e nem à frente de seu tempo, mas onde deveriam estar.
Tanto a filha quanto Graciliano Ramos são figuras que relembraram o quão difícil pode ser a vida no Brasil e mostram mais sobre a história de dores e sofrimentos que o país tem que enfrentar que foram deixadas pela colonização dos europeus associada à escravidão tanto de indígenas quanto de escravos nos séculos passados que refletem em nossa cultura até os dias atuais.
Seus conhecidos lamentaram a morte e falaram que o vazio que estava sendo deixado por ela era enorme e que esperavam que a falecida estivesse em um lugar melhor.
