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Greve de professores em Marília já tem dia e hora para acabar, veja

Por Daiane Souza

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Durante a manhã desta terça-feira (22), os professores de Marília começaram uma greve por reajuste salarial. E, deste modo, os pais não tiveram onde deixar os seus filhos menores de idade para irem trabalhar. Em suma,  uma assembleia que havia sido marcada para cerca de 18 horas determinou que haveria a suspensão das manifestações. 

Os trabalhadores do setor da educação exigem que haja um aumento salarial de acordo com a inflação do ano de 2021, que chegou a 10,06% e que fez com que  o setor perdesse o seu poder de compra. No entanto, a prefeitura detectou que haveria a marcação de uma reunião para o dia 29 de março para todos os grupos de Marília. 

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O sindicato do setor afirmou que já havia conversado com ao menos 80% dos servidores do município e a maioria tinha interesse em fazer a paralisação. No entanto, as crianças seriam afetadas com lentidão para aprender os conteúdos e até mesmo sobre o fato de que os seus pais precisavam trabalhar fora e não tinham onde as deixar. 

Os funcionários argumentam que o prefeito Daniel Alonso (PSDB) não estaria tendo nenhum tipo de diálogo com o setor e que não estaria se abrindo para determinar algo que seria bom e positivo para ambos os lados.

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  O sindicato argumenta que a defasagem do salário da categoria já está  em ao menos 43% devido à falta de aumento dos últimos anos enquanto a inflação continua elevada no governo de Jair Bolsonaro. Para este ano, é estimado que os índices de IPCA terminem na faixa de 6,49% devido a guerra que estava acontecendo entre a Rússia e a Ucrânia. 

A administração do município contesta a decisão ao afirmar que já forneceu um aumento salarial de ao menos 10,4% durante o mês de março, mas que mesmo assim não está sendo o suficiente para os trabalhadores que decidiram se manifestar durante a última terça-feira (22). A paralisação, até então, havia sido determinada que aconteceria por tempo indeterminado até que houvesse um retorno diretamente pela prefeitura. 

Marília pede aumento de salários

Além do salário  está sendo reivindicado, o Sindimmar, sindicato do setor, determina que a prefeitura terá que realizar aumento da vale alimentação, que também está com o valor defasado. O medo da prefeitura é que a greve e a concessão deste aumento possam incentivar outros setores da cidade, como política, a se manifestarem da mesma forma. Logo, poderia ser prejudicial aos cofres públicos. 

O repasse deste ano pelo governo federal foi menor devido a aprovação da Pec dos Precatórios  que permite que haja o cancelamento do salário de alguns servidores públicos ao mesmo tempo em que há corte de gastos para que o governo federal consiga pagar programas  sociais como o Auxilio brasil, de R$ 400, e o Vale Gás, de R$ 52. 

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