Durante essa quinta-feira (17), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, se manifestou sobre as eleições do ano de 2022 e também disse que no dia 22 deste mês deveria passar o bastão para o seu colega de trabalho, Fachin, que deve assumir o cargo. Em entrevista para uma coluna, fala que esteve dentro do Tribunal Superior Eleitoral em um dos momentos mais densos para o país e que não há como saber os resultados que estão previstos para acontecer neste ano visto que o Brasil está dividido entre pólos.
Bolsonaro
Em seu depoimento, disse que Bolsonaro terá que aceitar de uma forma ou de outra se ele perder nas eleições deste ano. Pesquisas eleitorais mostram que Jair já perdeu ao menos 25% de todos os seus eleitores para o petista Luiz Inácio Lula da Silva, que foi considerado como inocente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à falta de provas. Dados são do Poder Data.
Barroso terminou dizendo que o argumento de Jari de que houveram fraudes nas eleições anteriores não combina com o Brasil, que é um país democrático e que conta com unas seguras e transparentes para que os brasileiros possam depositar os seus votos. Em alguns momentos, também relembrou dos ataques que o atual governo já fez em relação às eleições e em relação à pressão que foi feita sobre as Forças Armadas no ano de 2021 – que ocasionou na demissão dos três representantes de uma única vez – para a aceitação do voto impresso.
