Nesta quinta-feira (03), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga afirmou que gostaria de ser o ministro que acabou com a pandemia da Covid-19 apenas seguindo o mesmo quadro técnico do presidente Jair Bolsonaro. Ao ser questionado sobre o fato de ficar no governo até o final do ano, o ministro tentou fugir do assunto e não respondeu a pergunta. Como argumento para dizer que seria o responsável pela aniquilação do vírus, afirmou que é médico há 30 anos e que tem domínio na área.
Ao assumir o cargo de ministro da Saúde em 2021, ele substituiu Pazuello que até então era o braço direito de Bolsonaro e que havia começado a ser investigado. Em suma, em sua entrevista de coletiva de imprensa em que iria assumir o cargo, afirmou que iria seguir a mesma cartilha que o presidente da República e já foi acusado pela CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, da Covid-19, de ter feito parte de reuniões por fora para discutir sobre a possibilidade de recomendar tratamentos precoces como a cloroquina e a hidroxicloroquina para a população.
Jornalistas criticaram as falas de Queiroga ao argumentar que seguir a mesma cartilha que o presidente seria aplicar a imunidade de rebanho, lotar os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e que aumentar o número de mortes. O Brasil está enfrentando a marca de 630 mil mortes pelo vírus e mais de 26 milhões de casos registrados e cientistas argumentam que pode estar havendo novo pico de casos: mil óbitos somente nas últimas 24 horas.
